Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) mostra que o município de Eusébio lidera o ranking da renda nominal média mensal entre as 184 cidades cearenses, com R$ 4.607,83 — valor superior ao de Fortaleza, que ocupa a segunda posição, com R$ 3.084,07.
O valor é mais do que o dobro da renda média mensal de Sobral, com R$ 1.977,14 – 5º colocada no ranking. Em terceira posição, após Eusébio e Fortaleza, aparece a cidade de Jaguaribara (R$ 2.558,48) e, na quarta colocação, Aquiraz (R$ 2.025,55).
DADOS DO CENSO DE 2022
O estudo tem a denominação de “Desigualdades Territoriais de Renda no Ceará: Evidências dos Municípios e Regiões de Planejamento a partir do Censo Demográfico de 2022.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Os números da pesquisa do IPECE, divulgados, nesta segunda-feira (21), estão sobre a mesa do prefeito Dr. Júnior que classifica a liderança do Eusébio no ranking de melhor média de renda mensal como fruto de um ciclo político e administrativo comprometido com o desenvolvimento econômico e social do Município.

Os dados do IPECE mostram que essa configuração está ligada ao maior grau de formalização do mercado de trabalho, maior escolaridade, melhor acesso a serviços e infraestrutura e presença de setores econômicos mais consolidados.
SOBRAL, CRATO, BARBALHA
O estudo aponta, ainda, que, alem da Grande Fortaleza, outros polos urbanos do interior também aparecem entre os 20 municípios com melhores rendimentos, como Jaguaribara (R$ 2.258,48), Sobral (R$ 1.977,14), Crato (R$ 1.910,24), Barbalha (R$ 1.896,87) e Juazeiro do Norte (R$ 1.867,85), demonstrando a força econômica das regiões do Cariri e Sertão de Sobral.
As regiões de planejamento com melhores médias de renda são, nesta ordem, a Grande Fortaleza (R$ 2.609,36), o Cariri (R$ 1.570,30) e o Sertão de Sobral (R$ 1.562,68). Em contraste, as regiões com os piores indicadores de renda são o Maciço de Baturité (R$ 1.244,93), Sertão de Canindé (R$ 1.253,56) e Litoral Oeste/Vale do Curu (R$ 1.256,64), marcadas por menor urbanização, pouca diversificação econômica e presença de atividades de baixa produtividade.

ESTUDO
O analista de Políticas Públicas Cleyber Nascimento de Medeiros, um dos responsáveis pelo trabalho, explica que on
objetivo do estudo e mostrar um panorama detalhado da renda média das pessoas responsáveis pelos domicílios nas 14 Regiões de Planejamento e nos 184 municípios cearenses, com base nos dados do Censo Demográfico 2022.
“Trata-se de um diagnóstico atualizado da distribuição territorial da renda no Estado do Ceará, utilizando informações recentes disponibilizadas pelo IBGE, ressalta o pesquisador acrescentando que o trabalho chama atenção para as desigualdades nas Regiões de Planejamento e entre os municípios.
Nascimento explica, ainda, que, mesmo em áreas com renda média mais elevada, como a Grande Fortaleza, o Cariri e o Sertão de Sobral, é possível identificar municípios com valores significativamente inferiores à média regional, o que evidencia a complexidade do cenário socioeconômico cearense.
Para ele, o trabalho busca gerar evidências para subsidiar políticas públicas mais eficazes e territorialmente focalizadas, contribuindo para o planejamento e a gestão do território de forma mais sensível às desigualdades.
(*) Com informações da Assessoria de Imprensa do IPECE
