“Exército do Lula” ultrapassa 10 milhões de seguidores e se consolida como força digital da campanha

O canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, ultrapassou na noite desta sexta-feira (23) a marca de 10 milhões de seguidores e se consolidou como uma das principais ferramentas de produção, distribuição de conteúdo e mobilização digital da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), o canal registrou forte crescimento durante o segundo turno e ganhou protagonismo principalmente na reta final da disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A ferramenta é utilizada para distribuir vídeos, mensagens, orientações e conteúdos da campanha, além de convocar os integrantes para ações coordenadas nas redes sociais e mobilizações de apoio ao presidente.

A chegada aos 10 milhões de seguidores ocorre a menos de dois dias da votação de domingo (25), em um momento em que as campanhas intensificam a disputa pela atenção dos eleitores tanto nas ruas quanto nas plataformas digitais.

CRESCIMENTO ACELERADO NO SEGUNDO TURNO

O avanço do “Exército do Lula” ganhou velocidade principalmente nos últimos dias.

O canal havia superado a marca de 8 milhões de integrantes durante a semana e chegou próximo de 9,6 milhões nesta sexta-feira, antes de romper a barreira dos 10 milhões de seguidores durante a noite.

Para a campanha petista, o crescimento transformou a ferramenta em uma das principais estruturas de comunicação direta com apoiadores, reduzindo a dependência dos algoritmos tradicionais das redes sociais para a distribuição de mensagens.

A estratégia permite que os conteúdos cheguem diretamente aos celulares dos inscritos e sejam posteriormente compartilhados em outros grupos e plataformas.

CANAL VIROU ALVO DE DISPUTA NO TSE

A dimensão alcançada pelo “Exército do Lula” também colocou o canal no centro de uma disputa na Justiça Eleitoral.

A campanha de Flávio Bolsonaro questionou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ações coordenadas promovidas pelo grupo nas plataformas digitais.

Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu decisão impedindo que uma eventual suspensão ou restrição do canal seja determinada administrativamente e de forma monocrática pela Presidência do TSE antes da apreciação pela via judicial competente ou pelo plenário da Corte, conforme as informações apresentadas no processo.

A discussão judicial não interrompeu o funcionamento da ferramenta, que continuou recebendo novos integrantes ao longo do dia.

RETA FINAL NAS REDES

A marca de 10 milhões reforça a importância que as redes sociais assumiram no segundo turno.

Além das tradicionais caminhadas, carreatas, comícios e entrevistas, Lula e Flávio intensificaram a produção de vídeos, transmissões ao vivo e conteúdos destinados diretamente aos apoiadores.

No caso da campanha petista, o “Exército do Lula” tornou-se um dos símbolos dessa estratégia digital.