Família de Paulo Frateschi vive novo drama: filha defende o irmão e pede compreensão sobre doença psíquica após morte do ex-deputado

O velório do ex-deputado estadual Paulo Frateschi, realizado nesta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foi marcado por dor, emoção e pedidos de compreensão. O petista, de 75 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco, durante um surto psicótico, na manhã de quinta-feira (6).

Em meio às homenagens, a filha mais velha, Yara Frateschi, fez um pronunciamento emocionado em defesa do irmão. “Ele está doente, ele não sabe o que fez. Tem muita maldade circulando. É uma doença psíquica e a gente precisa saber lidar com isso. Ele não é um monstro”, afirmou, destacando que a família vive um sofrimento duplo — pela perda do pai e pela condição de saúde de Francisco.

Yara descreveu o irmão como “um rapaz alegre, amoroso e gentil”, que sempre teve uma relação de profundo afeto com o pai. “O Chico nunca levantou a voz para ninguém. Ele tinha um carinho imensurável pelo meu pai. Sofreu muito ao longo da vida: perdeu dois irmãos em acidentes e também passou por um acidente grave. Meus pais cuidaram dele dia e noite, e ele sempre foi grato por isso.”

A tragédia reacende uma história familiar marcada por perdas. Paulo Frateschi, que foi amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia perdido dois filhos em acidentes de carro, nos anos de 2002 e 2003. Agora, sua morte deixa a esposa Yolanda Maux Vianna, filhos, netos e irmãos em meio a um novo luto.

Durante o velório, Yara fez um apelo por respeito à memória do pai e à dor da família. “Meu pai foi um lutador, um guerreiro. Passou a vida lutando por este país e pela democracia brasileira. Ele merece ser tratado com amor e respeito neste momento.”

A cerimônia, aberta ao público, ocorreu das 8h às 14h, seguida de cortejo até o Cemitério Memorial Parque Jaraguá, onde o ex-deputado foi sepultado sob aplausos e comoção.

A família Frateschi, que por décadas foi símbolo de engajamento político e de defesa de causas sociais, agora enfrenta mais uma tragédia, marcada pela dor e pelo desafio de lidar com a doença mental que levou à morte de um de seus maiores líderes.