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Vídeo compartilhado nas redes sociais ganhou repercussão quando a grande mídia resolveu entrar na questão e ampliar a divulgação. Trata-se de uma família que resolveu retirar um paciente no corredor do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) alegando falta de atendimento.

O paciente Raimundo Nonato de Brito, 59, aparece no vídeo sendo retirado na maca onde estava deitado na unidade. A ação foi arquitetada pela filha, Aline Souza Brito, que autorizou o vídeo. Segundo Aline, o pai recebe atendimento improvisado em casa por falta de vagas em uma unidade hospitalar especializada.

A médica Lara Santiago, coordenadora da emergência HGF, revelou que o paciente foi acolhido no hospital, recebeu atendimento de um clínico geral e fez alguns exames. Ele precisou ficar na emergência para realizar exames e ser encaminhado a tratamento. A médica afirma que a decisão de retirá-lo do hospital foi tomada pela família, que não quis a permanência do paciente na emergência.

Conforme Aline Souza, a família procurou uma vaga no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) na manhã de sábado (18) por volta das 8h30. Ao meio dia os médicos realizaram um exame de sangue e afirmaram que não tinha como manter Raimundo no local. Ele sofreu uma pneumonia e havia sido internado na unidade há quatro meses, recebendo alta no dia 16 de março.
Na madrugada do sábado, ele voltou a sentir dores, e os familiares retornaram à unidade durante a manhã. Aline explica que procurou inicialmente o atendimento domiciliar de um médico, mas fomos informados que o médico do programa não atendia na residência durante fim de semana.
“Nós tentamos falar com a assistente social, com os médicos, mas eles disseram que ele tinha que passar pela emergência, não tinha como ser atendido sem ter aquela espera. Só fizeram exame de coleta de sangue só pra dizer que fizeram alguma coisa”, reclama a filha.

Os familiares procuraram também atendimento na Santa Casa de Misericórdia, no Centro de Fortaleza, onde ele recebeu soro, vitamina e hidratação. Os diretores da Santa Casa, no entanto, afirmaram que o local não atende a pacientes com o quadro de Raimundo de Brito.

HOSPITAL ESCLARECE
Em nota, a Secretaria de Saúde do Ceará, por meio do HGF, fez um relato sobre o prontuário do paciente Raimundo Nonato de Brito, de 59 anos, que teria sido admitido em 15 de novembro de 2016 na emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).  O paciente que tem hipertensão e diabetes, é cardiopata. Teve também isquemia cerebral datada de 2001 que o levou à tetraplegia. Foi acompanhado por equipe multiespecializada.

Em 21 de dezembro de 2016, foi transferido para a Unidade de Cuidados Especiais, em cuidados paliativos, em comum acordo com a família de não realizar medidas invasivas. Em meados de fevereiro, foi iniciada a tentativa de preparo para desospitalização. Em março, equipe e familiares optaram, também em decisão conjunta, por não realizar procedimentos invasivos. O parecer dado então foi por indicação exclusiva de cuidados paliativos.

Em 16 de março, Raimundo Nonato foi desospitalizado para programa de atenção domiciliar. O paciente retornou ao HGF em 18 de março às 09h21 e classificado com risco amarelo (médio risco) às 09h41. Atendido às 10h50, foram solicitados exames laboratoriais e o paciente passou a fazer uso de sonda. Raimundo Nonato teve medicação prescrita e foi admitido na emergência às 11h20. Às 13h12, entretanto, foi dada baixa no sistema após solicitação dos familiares de saída do paciente.

A Secretaria de Saúde esclarece, ainda, que pacientes podem receber alta e ser encaminhados para atendimento domiciliar, onde são acompanhados por meio de cuidados paliativos com apoio de equipe multidisciplinar. O serviço funciona de segunda a sexta-feira com visitas agendadas pela equipe. Nos cuidados paliativos, é necessário avaliar e controlar não somente a dor, mas todos os sintomas de natureza física, social, emocional e espiritual.

Fonte: G1 CE

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