Flávio Bolsonaro abre campanha no Rio, admite isolamento político e diz: “Tá todo mundo contra mim”

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, iniciou oficialmente a campanha eleitoral neste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro, reconhecendo o cenário de isolamento político diante da ausência de apoio dos partidos do Centrão. Em tom de desabafo, afirmou aos apoiadores: “Tá todo mundo contra mim.”

Durante o ato, Flávio disse que enfrenta um sistema adverso e prometeu “recolocar o Brasil no caminho da prosperidade”, buscando se apresentar como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento foi realizado na orla de Copacabana, tradicional palco de manifestações bolsonaristas, em um gesto de aproximação com a base conservadora.

Ao falar sobre sua trajetória, o senador reconheceu o peso do sobrenome Bolsonaro. “É difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, afirmou, destacando que assume a candidatura “com humildade”. Também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que o Executivo “briga com todo mundo”, mas não enfrenta o crime organizado.

A segurança pública foi o principal tema do discurso. Flávio prometeu classificar facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas, endurecer penas para diversos crimes, ampliar o combate aos crimes sexuais e defender a redução da maioridade penal em situações específicas.

Na área econômica, voltou a criticar o governo federal, atribuindo ao presidente Lula o aumento do endividamento das famílias e chamando-o de “caloteiro da esperança”. Também apresentou propostas como redução de impostos e da burocracia, criação de vouchers para creches privadas, incentivo ao empreendedorismo por meio do programa Minha Primeira Empresa, além da modernização da tabela do SUS e da ampliação da integração dos serviços de saúde.

Na política institucional, Flávio afirmou que pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) com perfil conservador e disse que o Brasil precisa recuperar credibilidade internacional, defendendo maior capacidade de diálogo com Estados Unidos, China e países do Oriente Médio.

O ato contou ainda com a participação de Fernanda Bolsonaro, esposa do candidato, que escreveu em sua camisa a frase “O Brasil vai vencer”, em referência à condenada pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro conhecida como “Débora do Batom”. Ao encerrar o evento, Flávio apresentou oficialmente o ex-promotor Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente na chapa exclusivamente formada pelo PL.