Flávio Bolsonaro fecha aliança com União Brasil e PP no Rio e define palanque para 2026; e no Ceará?

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, avançou nas articulações políticas e anunciou, nesta terça-feira (24), aliança com o União Brasil e o PP no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País, com mais de 13 milhões de votantes.

O acordo definiu nomes para a disputa ao Governo do Estado e ao Senado. As primeiras definições deixam expectativa, também, entre os aliados do ex-presidente Bolsonaro no Ceará.

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB), que tenta montar o palanque com União Brasil e PL, manifestou simpatia pela pré-candidatura de Aldo Rebelo (Democracia Cristã) ao Palácio do Planalto, mas lideranças do PL querem o palanque com Flávio Bolsonaro.

RJ


O grupo lançou o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), como pré-candidato ao governo fluminense para enfrentar o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). A chapa terá como vice o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, em composição com a federação PP-União Brasil. Para o Senado, o nome confirmado é o do atual governador Cláudio Castro (PL), enquanto o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, também integra a aliança.

“Nosso grupo anuncia Douglas Ruas como pré-candidato ao governo. Ele é uma grande liderança, jovem, policial civil e realizou um trabalho extraordinário na Secretaria de Cidades. Ao lado dele, Rogério Lisboa como vice, e o governador Cláudio Castro é o nosso candidato ao Senado”, declarou Flávio Bolsonaro.

A movimentação consolida um palanque robusto no Rio para o projeto presidencial do senador, especialmente após Eduardo Paes atrair o MDB para sua chapa, com a indicação de Jane Reis como vice. Rogério Lisboa, que chegou a ser cogitado como possível vice de Paes, acabou aderindo ao grupo liderado pelo PL.

Cláudio Castro afirmou que ainda não há definição sobre quem assumirá o mandato-tampão no governo após sua eventual saída, em abril, para disputar o Senado. O cargo de vice-governador está vago desde que Thiago Pampolha assumiu vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Segundo Castro, a decisão sobre substituição dependerá de segurança jurídica quanto às regras de desincompatibilização e filiação partidária. “A definição será colegiada, construída em consenso, sempre considerando o que for melhor para o projeto do grupo e para manter a governança do Estado”, afirmou.