A insegurança alimentar grave caiu mais de 70% entre grupos historicamente mais vulneráveis da população brasileira entre 2022 e 2024, segundo dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Em lares chefiados por mulheres, a redução da fome foi de 77,7% entre 2022 e 2024. Entre aqueles liderados por mulheres negras, a queda alcançou 75,5%. O recuo também foi registrado entre crianças e adolescentes menores de 18 anos e lares chefiados por pessoas negras — 72,4% e 73,4%, respectivamente.
O levantamento compara dados da Rede Penssan de 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024.
Além da redução observada entre grupos mais vulneráveis, os dados apresentados apontam que 2024 registrou as menores marcas históricas de insegurança alimentar grave na Região Norte, com índice de 6,2%, na Região Nordeste, com 4,8%, e nos domicílios rurais, com 4,6%.
Os resultados mostram que o avanço da segurança alimentar e nutricional no país tem ocorrido de forma associada à redução das desigualdades sociais e à ampliação da proteção social. Entre 2022 e 2025, 5,2 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 21 milhões deixaram a condição de pobreza. O período também foi marcado por crescimento econômico, redução da inflação dos alimentos, queda do desemprego e retomada da política de valorização do salário mínimo.
