O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), mandou um recado direto ao Sindiônibus: a Prefeitura não vai ceder às pressões para ampliar o repasse mensal de recursos às empresas de transporte coletivo.
A resposta veio em tom enfático, acompanhada de uma medida prática: a entrada de cooperativas que operam com vans para reforçar o sistema e suprir a ausência de linhas reduzidas ou até mesmo extintas pelas empresas. Evandro deu um prazo de 24 horas para o Sindicato das Empresas normalizar o serviço nas linhas que foram suprimidas ou tiveram redução do número de veículos.
Segundo a Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza), atualmente, o Sindionibus recebe, em média, R$ 500 mil por dia em subsídios da Prefeitura, mas exige mais R$ 7 milhões por mês para “equilibrar o caixa”. A pressão, no entanto, encontrou barreira no gestor, que deixou claro que a prioridade é o usuário e não a acomodação financeira das empresas.
Aos interlocutores e assessores, Evandro pregou aviso que Fortaleza não pode continuar refém de um modelo que consome recursos públicos e, mesmo assim, insiste em diminuir a frota e prejudicar o povo.
Em nota, o Sindiônibus comunicou que o transporte coletivo de Fortaleza já esta toda normalizada.

