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Ao decorrer da campanha eleitoral, o então candidato Jair Bolsonaro criticou a política externa das administrações governamental petista e a de Michel Temer, especialmente as ligações com os regimes bolivarianos e o cubanos. Mesmo após vencer a disputa, Bolsonaro continua no ritmo das eleições. Repisa tópicos apresentados nos últimos meses com a mesma acidez e, assim, provoca o delírio de boa parte de seus eleitores. O problema é que o peso das palavras de um candidato difere da de um futuro mandatário. Afirmações causa expectativas e produzem resultados nem sempre previsíveis. Bolsonaro precisa se policiar, mas dia após dia se envolve em polêmicas de difícil solução.

O fim do acordo para a manutenção dos mais de 8 mil médicos cubanos no Brasil criou um embaraço. Centenas de prefeitos estão preocupados, uma vez que os caribenhos atuam na ponta, responsáveis por procedimentos de menor complexidade. O trabalho preventivo realizado por eles também ajuda a reduzir a necessidade de as pessoas recorrerem aos hospitais. Não há quem substitua os cubanos prontamente. Questionado sobre os desdobramentos da questão, Bolsonaro, disse que não poderia se dedicar ao assunto porque só assumirá em janeiro, mas não poupou os prefeitos que preferiram contar com cubanos em vez de brasileiros. Enquanto isso, diz que Temer tem tomado providências para lidar com o caso.

Em que pese ter feito um diagnóstico correto sobre as anomalias do programa cubano de exportação de médicos, o presidente eleito poderia ter imaginado uma transição até poder abrir mão definitivamente dos profissionais cubanos. O Brasil tem questões demais a resolver. Não precisa que cada uma delas seja cercada de sobressaltos.

Com informações O Globo 

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