A cirurgia de ablação, cada vez mais utilizada no tratamento de arritmias cardíacas, voltou ao centro das atenções após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ser submetido ao procedimento neste domingo (24/11), em São Paulo.
Caiado, que é médico cardiologista, havia sido internado no sábado, após apresentar quadro de arritmia cardíaca.
De acordo com boletim divulgado pelo Hospital Vila Nova Star, a cirurgia foi realizada com sucesso. O governador está consciente, estável e evoluindo bem, permanecendo em monitoramento na unidade de terapia intensiva. A expectativa da equipe médica é de recuperação progressiva ao longo dos próximos dias.
A decisão pela realização imediata da ablação veio após exames constatarem a necessidade de intervir para corrigir a condução elétrica anormal do coração. O procedimento é minimamente invasivo, realizado por meio de cateteres que cauterizam pequenos focos responsáveis pelo ritmo irregular.
“O governador apresentou boa resposta ao procedimento e seguirá sob cuidados especializados até sua completa estabilização clínica”, informou o boletim médico.

O que é a ablação e por que cresce no Brasil?
A ablação é indicada para corrigir arritmias — condição caracterizada por batimentos mais rápidos, mais lentos ou irregulares. A cardiologista Thalita Merluzzi, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que diversos fatores podem desencadear o problema, entre eles:
• doenças cardíacas pré-existentes;
• diabetes;
• consumo excessivo de álcool, tabaco ou cafeína;
• distúrbios da tireoide;
• apneia do sono.
A técnica tem ganhado destaque por apresentar alta taxa de sucesso, baixo risco de complicações e rápida recuperação. Em muitos casos, evita crises recorrentes, reduz o risco de insuficiência cardíaca e diminui as chances de um AVC.
Repercussão do caso
A internação e cirurgia de Caiado chamaram atenção pela relevância do cargo e pelo fato de o governador ter formação justamente na área de cardiologia. O episódio reforça a importância da atenção aos primeiros sinais — como palpitações, tontura e mal-estar — e do acesso a diagnóstico rápido, tanto no sistema privado quanto no público.
