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As obras de transposição do Rio São Francisco devem receber um aporte complementar de R$100 milhões de reais do Governo Federal. O pedido foi feito pelo Governo do Estado em reunião técnica realizada nesta quarta-feira (12), no Palácio da Abolição, aos ministros, Carlos Marun (Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República) e  Antônio de Pádua (Ministro da Integração) ao Governo do Ceará.
Com a liberação do repasse, a tendência é que o reforço no abastecimento hídrico chegue a Fortaleza e Região Metropolitana nos próximos meses. Durante o encontro, foi apresentado aos ministros o projeto da obra do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). A reunião teve duração de cerca de duas horas e contou com representantes técnicos do Estado e Ministérios. O aporte será encaminhado para a Presidência da República para aprovação.
Plano de Segurança Hídrica
O Governo do Ceará tem intensificado esforços para garantir recursos e estratégias para minimizar os efeitos do sexto ano consecutivo de estiagem no Estado. Em fevereiro de 2015, com foco no interior, foi lançado o Plano Estadual de Convivência com a Seca prevendo medidas emergenciais, estruturantes e complementares para cinco eixos de atuação: segurança hídrica, segurança alimentar, benefícios sociais, sustentabilidade econômica, e conhecimento e inovação.
Entre as iniciativas adotadas estão: perfuração de poços, construção de adutoras, além de chafarizes e sistemas de abastecimentos de água. O programa de perfuração de poços está sendo intensificado nas regiões que mais precisam. Em junho de 2016, o governador Camilo Santana anunciou um conjunto de ações emergenciais com foco no abastecimento de água em Fortaleza e Região Metropolitana.
Cinturão das Águas
A concepção preliminar do Cinturão das Águas teve origem no final dos anos 1990, no âmbito dos extensos estudos de “Inserção Regional” do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco para o Nordeste Setentrional. Foi traçado um canal que circundaria os limites sul e oeste do Estado. À época, rotulou-se o projeto de “Cordão de Água”.
Em março de 2009, a SRH contratou o “Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica, Estudo Ambiental e Anteprojeto do Trecho Jati-Cariús” para o que, então, denominou-se de Cinturão de Águas do Ceará (CAC).