O Governo do Ceará avalia mudanças no funcionamento do novo Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), em Fortaleza. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) pelo governador Elmano de Freitas, que afirmou que o perfil de atendimento da unidade ainda está em análise e deve ser ajustado conforme as demandas atuais da população.
O hospital está fechado desde novembro de 2025, após um incêndio, e passará por uma reconstrução completa. De acordo com o governador, a prioridade neste momento é concluir o projeto da obra junto à Superintendência de Obras Públicas (SOP) para dar início à nova estrutura. Ainda não foram detalhados valores ou como será o formato final do equipamento, mas a gestão já indicou anteriormente que o prédio antigo não teria condições de reforma, exigindo um novo projeto do zero.
A possibilidade de mudança no tipo de atendimento oferecido pelo hospital surge justamente nesse contexto. A ideia, segundo o governo, é adaptar a unidade para suprir áreas da saúde que hoje têm maior procura e ainda não são plenamente atendidas.
Antes de ser desativado, o Hospital César Cals era uma das principais referências da rede estadual, com mais de 290 leitos e forte atuação nas áreas de obstetrícia e neonatologia. Só entre janeiro e setembro de 2025, a unidade registrou mais de 3 mil partos.
A história do hospital remonta a 1928, quando foi inaugurado como Maternidade Dr. João Moreira, na Praça da Lagoinha. Décadas depois, em 1973, passou a integrar a rede pública estadual, tornando-se o equipamento de saúde mais antigo da Secretaria da Saúde do Ceará.
O incêndio que levou ao fechamento ocorreu em uma subestação de energia no dia 13 de novembro de 2025. Na ocasião, houve grande mobilização para retirada dos pacientes. Ao todo, 117 bebês e 153 mães foram transferidos para outras unidades. Apesar do susto, não houve vítimas, e os danos ficaram concentrados na parte externa da estrutura.
Com a reconstrução em planejamento e possível redefinição do perfil de atendimento, o futuro do Hospital César Cals ainda está em discussão, com expectativa de que a nova unidade atenda de forma mais alinhada às necessidades atuais da rede pública de saúde.
