Governo Lula é ruim ou péssimo para 43% dos brasileiros, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Uma pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nessa quinta-feira (12), mostra que 43% dos brasileiros avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo. Para 29% dos entrevistados, o governo é regular e 25% o consideram bom ou ótimo. Apesar disso, os números apresentam, em relação à última sondagem, leve diferença. Antes, os descontentes representavam 41% e os satisfeitos, 27%. Outros 2% não souberam ou não quiseram responder — 1% em março.

PESQUISA DATAFOLHA

O repórter Carlos Silva destaca, no Jornal Alerta Geral, os números da pesquisa do Instituto DataFolha que mostram os defeitos do escândalo do INSS na aprovação do Governo Lula. O jornalista Beto Almeida avalia os números da pesquisa e os erros de comunicação do governo na administração das fraudes do INSS.

IPSOS-IPEC


De acordo com a Ipsos-Ipec, apesar de a avaliação ter oscilado, desde março, entre a margem de erro da pesquisa — dois pontos percentuais para mais ou para menos —, este é o pior resultado obtido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em três mandatos.


Em alguns cortes da sondagem, a movimentação é mais visível. Os 37% de brasileiros de 45 a 59 anos cuja avaliação do governo era negativa subiram para 45%; e os moradores da região Norte e Centro-Oeste insatisfeitos com o comando de Lula, antes 43%, viraram 50%.


Além disso, são 50% também aqueles que, mesmo que não considerem a administração ruim ou péssima, acreditam que ela está pior do que esperavam. 28% acham que o comando está igual; e entre 19% e 20% avaliam ele como melhor do que as expectativas. No mesmo sentido, 55% da população desaprova, contra 39% que aprova, a maneira de Lula governar o país. 58% dos cidadãos não confiam no chefe de Estado, enquanto 37% confiam.


Os principais índices positivos vêm daqueles que declaram ter votado em no político do PT em 2022 (53%), de moradores da região Nordeste (38%), de pessoas menos escolarizadas (36%), daqueles com renda de até um salário-mínimo (33%) e daqueles que se declaram católicos (32%). Os mais insatisfeitos, por sua vez, são os que votaram em Jair Bolsonaro (75%), os que têm renda mensal superior a cinco salários (59%), os mais instruídos (51%) e os evangélicos (50%).

Para gerar o resultado, foram ouvidas de forma presencial, entre os dias 5 e 9 de junho, 2 mil pessoas maiores de 16 anos moradoras de 132 cidades do Brasil. O nível de confiança é 95%.