O forte aumento no preço do combustível de aviação já acendeu o alerta no governo federal, que corre contra o tempo para evitar um impacto direto no bolso de quem viaja de avião.
Depois do reajuste de 55% no querosene de aviação, anunciado pela Petrobras no início do mês, a principal alternativa em estudo é zerar os impostos federais — PIS e Cofins — que incidem sobre o combustível. A proposta foi apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e está sendo analisada pela equipe econômica.
A expectativa é que uma decisão seja tomada rapidamente, diante do risco de encarecimento das passagens aéreas em todo o país.
O aumento no preço do querosene é considerado preocupante pelo setor. Empresas aéreas já alertam para possíveis impactos significativos na operação e nos custos, que costumam ser repassados ao consumidor.
Para tentar amenizar os efeitos, a Petrobras informou que permitirá o parcelamento do reajuste. As distribuidoras poderão aplicar inicialmente um aumento menor, de 18%, e dividir o restante em até seis parcelas, a partir de julho.
O cenário é agravado pela alta internacional do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio, o que pressiona ainda mais os custos da aviação.
