A Justiça do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra Francisco Dionatas Mota de Sousa, acusado de matar a facadas a ex-namorada, a universitária Ana Rerica de Messias, de 19 anos. Dionatas vai responder pelo crime de feminicídio. Segundo a denúncia do MP, ele matou a jovem para evitar que sua atual namorada descobrisse a reaproximação dos dois.
O crime aconteceu na noite do dia 29 de maio em uma estrada carroçável da localidade de Bom Princípio, no município de Morrinhos, a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza. Conforme o inquérito policial, Ana Rérica foi morta com vários golpes de uma faca de cozinha. Ana Rérica e Dionatas haviam tido um breve relacionamento cerca de quatro anos antes do crime. Os dois se conheciam desde a adolescência e o jovem dançou a valsa com ela na festa de aniversário de 15 anos de Rérica.
Quem era a vítima
Familiares descreveram Ana Rerica como muito querida e bastante esforçada. Além de trabalhar em uma escola, ela também estudava e frequentava a igreja.
O irmão da jovem, André Messias, de 21 anos, disse que Ana Rerica tinha uma rotina dividida entre trabalho, igreja e amigos. Pela manhã, ela atuava como Profissional de Apoio a Crianças com Necessidades Especiais na rede municipal de ensino.
No início da tarde, a jovem dava aulas de reforço e entre o fim da tarde e o início da noite ajudava em uma loja de uma tia. Ela frequentava a igreja Assembleia de Deus Bela Vista e cursava uma graduação em Pedagogia online.
No tempo livre, ela gostava de visitar os amigos e andar de moto na cidade de pouco mais de 20 mil habitantes. Além disso, a universitária era muito querida no trabalho pois se dava bem com crianças — inclusive, já tinha feito alguns bicos como babá para conhecidos.
“Sempre trabalhou com crianças, sempre se deu bem com criança porque no fundo ainda era uma criança”, disse André Messias. “Por isso toda criança que ela trabalhava gostava dela.”
A morte de Ana Rérica gerou comoção na cidade. O velório ocorreu no dia 30 de maio, na igreja que ela frequentava. Antes da jovem ser enterrada, foi feito o cortejo fúnebre da igreja para o cemitério. O momento foi acompanhado por dezenas de pessoas, alguns com cartazes que pediam justiça pela universitária.