Um homem de 54 anos foi preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), nesta quarta-feira (22/7), suspeito de se passar por juiz para aplicar golpes em vendedores de imóveis e veículos e, na sequência, fugir com o dinheiro das vítimas em Curitiba (PR).
A prisão ocorreu em Blumenau (SC), com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), após investigações apontarem que ele utilizava a falsa identidade para convencer vítimas a fazer depósitos antecipados na compra de supostos produtos apreendidos em leilões.
Segundo a PCPR, o investigado monitorava anúncios de imóveis e veículos publicados na internet e entrava em contato com os proprietários demonstrando interesse na negociação.
Para ganhar credibilidade, apresentava-se como juiz federal ou estadual, utilizando codinomes como “Marcus B.”, “Dr. Marcelo” e “Marcelo B.”.
Após marcar encontros presenciais para tratar da compra dos bens anunciados, o suspeito mudava a conversa e oferecia eletrônicos e outros produtos que, segundo ele, teriam sido apreendidos pela Receita Federal ou pela Justiça Federal e estariam disponíveis por preços muito abaixo do mercado
O item mais anunciado era um iPhone 17 Pro Max por R$ 1.998. Além do celular, ele também oferecia motocicletas elétricas, televisores de 80 polegadas e outros eletrônicos com valores considerados incompatíveis com os vendidos no mercado.
Segundo o delegado Emmanoel David, o homem alegava que seria necessário realizar um suposto “depósito judicial” para liberar os produtos. “Em alguns casos, orientava as vítimas a efetuarem transferências via PIX para contas de terceiros”, disse.
A investigação também apontou que o suspeito costumava marcar encontros nas dependências ou nas proximidades dos fóruns de Curitiba (PR). No local, recebia dinheiro em espécie e, em algumas situações, recolhia documentos originais das vítimas, como carteira de identidade e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Na sequência, orientava as vítimas a aguardarem em salas, gabinetes ou vagas de estacionamento inexistentes, enquanto desaparecia após receber os valores.
Entre as vítimas identificadas pela polícia está um homem que entregou R$ 4 mil em espécie em um estacionamento. Em outra ocorrência, mãe e filha sacaram R$ 4 mil e entregaram o dinheiro pessoalmente ao suspeito, que fugiu logo em seguida.
As investigações indicam que o homem possui extensa ficha criminal e é apontado como autor da mesma modalidade de fraude, conhecida como “golpe do leilão fantasma”. Há registros policiais contra ele nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
A polícia indiciou o suspeito por estelionato. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
