As próximas horas serão decisivas para o destino da CPMI do INSS, que investiga o maior escândalo de fraudes da história da Previdência Social brasileira. O encerramento dos trabalhos está previsto para o próximo dia 28 de março, mas a comissão ainda está longe de concluir as apurações.
O repórter Isac Rancine conta, no Jornal Alerta Geral, que apesar da relevância da investigação — que atinge milhões de aposentados e pensionistas vítimas de descontos indevidos —, o pedido de prorrogação apresentado em 17 de dezembro de 2025 segue sem resposta da Mesa Diretora do Senado.
Diante do silêncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a cúpula da CPMI recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde decisões individuais de ministros já vêm interferindo no andamento dos trabalhos, inclusive barrando depoimentos de investigados.
O ministro André Mendonça, relator do pedido, pode se manifestar a qualquer momento sobre a prorrogação da comissão. A decisão será determinante para definir se as investigações poderão avançar além do prazo atual.
Nos bastidores, há expectativa de que Mendonça possa entender que a prorrogação é uma prerrogativa exclusiva do Senado, o que afastaria a possibilidade de intervenção direta do STF.
Enquanto isso, a CPMI segue sob pressão, com o desafio de concluir um trabalho complexo que busca esclarecer o destino de recursos desviados de beneficiários da Previdência e apontar responsabilidades no esquema.
