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Hospital Geral de Fortaleza, da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), alcançou mais uma vez no último mês de setembro a marca “fila zero”, uma marca estabelecida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e indica que o paciente não precisa esperar mais de um mês por uma córnea.

Desde 2016, a fila zerada é uma realidade no HGF para pacientes que precisam de transplante de córnea. Neste ano, porém, a espera por um transplante foi maior entre os meses de abril e agosto devido à pandemia de Covid-19. Mas mesmo com a espera, a marca foi alcançada.

“Quando os casos da doença começaram a aumentar pelo País, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) liberou a captação de córneas apenas em casos de morte cerebral, na qual também poderia haver o aproveitamento de outros órgãos”, explica a coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HGF (CIHDOTT), Márcia Vitorino.

Em setembro deste ano, o Banco de Olhos do HGF recebeu 33 córneas, número acima da média registrada em 2019, que foi de 32,5.

“Por isso, hoje estamos felizes e aliviados. Só nos primeiros 15 dias de setembro, a fila caiu de 100 para 30 pessoas. A tendência agora é que continuemos com fila zerada indefinidamente”, afirma Márcia.

Fundado em 2006, o Banco de Olhos do HGF funciona 24 horas e é único banco de olhos público do Ceará. O serviço recebeu 390 doações em 2019 e é responsável por atender a população cearense e até de estados vizinhos.

(*) Com informações do Governo do Estado.

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