Hospital São José alerta sobre os riscos da Leishmaniose no Estado; em 2025, mais de 300 casos foram confirmados no Ceará

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O Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), reforça a população cearense sobre a importância do diagnóstico, tratamento e prevenção da Leishmaniose. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados. Contudo, não se trata de mosquitos comuns, mas, da picada da fêmea do inseto flebotomíneo, popularmente conhecido como mosquito-palha, que possui como característica principal as asas cobertas por pelos.

Ao picar animais reservatórios da doença, como cães e roedores, e, posteriormente, picar seres humanos, o mosquito-palha pode transmitir leishmaniose. É importante ressaltar que a transmissão não ocorre por contato direto com animais infectados, mas exclusivamente por meio da picada do mosquito vetor.

Formas da leishmaniose

A leishmaniose visceral pode apresentar febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso e inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. Por outro lado, a leishmaniose tegumentar pode causar lesões cutâneas na pele ou nas mucosas (oral, nasal ou genital), a depender do tipo de espécie de protozoário envolvida. A doença começa a se manifestar com uma ferida, com borda elevada, que não causa dor.

A leishmaniose, tanto na sua forma cutânea (tegumentar) como na visceral, pode afetar qualquer indivíduo, entretanto, alguns grupos podem desenvolver formas mais graves da doença. “Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como aquelas vivendo com HIV/aids, transplantadas, usuárias de medicamentos imunossupressores (imunobiológicos e corticoides), ou em estado de desnutrição, apresentam maior risco de agravamento do quadro”, destaca o infectologista.

Diagnóstico e tratamento

No estado do Ceará, em 2024, foram registrados 221 casos de leishmaniose visceral e 716 casos de leishmaniose tegumentar. Já neste ano, até agosto de 2025, foram diagnosticados 147 casos de leishmaniose visceral e 232 casos de leishmaniose tegumentar.

De acordo com a Coordenadora de Vigilância Epidemiológica e Prevenção em Saúde (Covep) da Rede Sesa, Ana Cabral, os dois tipos de leishmaniose tem o diagnóstico e o tratamento oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou, com encaminhamento, quando necessário, para Unidades Hospitalares de referência.

Em caso de necessidade de internamento ou acompanhamento ambulatorial, o Hospital São José é a unidade de referência da rede estadual em doenças infecciosas para o tratamento gratuito disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Prevenção

A melhor forma de evitar as leishmanioses é prevenir a picada e proliferação do inseto transmissor flebotomíneo, o mosquito-palha. Ações simples, como evitar o acúmulo de matéria orgânica (folhas, fezes, restos de comida) mantendo o quintal limpo; utilizar telas de malha fina em portas e janelas; instalar mosquiteiros de malha fina ao redor das camas; usar repelentes nas áreas expostas da pele, especialmente no fim da tarde e a noite, bem como roupas de manga longa e calças compridas em áreas de mata ou com ocorrência de casos, ajudam a prevenir as leishmanioses.

Informações – Hospital São José de Doenças Infecciosas