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Ter um ente querido doente e internado é difícil, mas não poder visitá-lo pode ser ainda mais doloroso. Recentemente, a autônoma Ticiana Sousa de Morais passou por esta situação depois de a avó, Maria Viera, de 84 anos, dar entrada com coronavírus no Hospital São José (HSJ), da Secretaria da Saúde do Governo do Ceará. Ela relata que a angustia só era amenizada pela equipe de profissionais, que entrava em contato diariamente para dar informações à família. “Não sei como agradecer, [foram] muito atenciosos. Ligavam todos os dias, sempre educados e me perguntando se eu tinha alguma dúvida”, disse Ticiana.

A suspensão de visitas aos pacientes é uma medida de segurança necessária adotada pela unidade para evitar o contágio. Ao mesmo tempo, os familiares e amigos que tiveram contato com pacientes antes da internação são orientados a permanecer em isolamento domiciliar, evitando, dessa forma, transmitir o vírus caso tenham sido infectados. Maria Vieira, avó de Ticiana, foi internada em 18 de abril no HSJ. Debilitada e com dificuldades para respirar, a idosa permaneceu na unidade por 10 dias sem receber visitas.

No entanto, as ligações com notícias sobre a evolução do quadro clínico aconteceram desde o primeiro dia de internação.

“É claro que é ruim não estar lá e ver pessoalmente se ela está bem, mas entendi a situação e eles foram muito atenciosos. Eu falei com médicos, serviço social, enfermeira. Teve uma fisioterapeuta que fez uma videochamada para minha avó se acalmar. Ela estava muito preocupada, achando que estávamos doentes. Minha mãe estava adoentada na época e minha avó só se acalmou com a ligação. Eles foram muito bons”, contou a neta da paciente.

Como toda a família teve contato com idosa durante os primeiros sintomas manifestados pelo vírus, Ticiana afirmou seguir à risca todas as orientações dadas pelas equipes médicas.

“Minha filha tem seis anos e estava sempre com ela. Graças a Deus estamos todos bem. E agora minha avó está em casa, ainda isolada. Sou o único contato dela e faço isso sempre usando máscara. Minha mãe mora ao lado e também está bem”, disse.

Rotina de cuidados

A mesma atenção dada à família de Maria Vieira foi recebida pelos parentes de todos os 90 pacientes com coronavírus internados no Hospital São José durante o mês de abril. Para isso, o serviço social e os profissionais da Residência Multidisciplinar em Infectologia da unidade fizeram uma força-tarefa.

“Nos dividimos em equipes e passamos a realizar esse contato. Até então, somente o serviço social e a equipe médica faziam isso. E sentíamos que às vezes ficava muitas dúvidas. O novo processo humanizou e até aprofundou mais o contato por telefone”, explicou a assistente social Talita de Lemos.

As ligações são feitas diariamente e duram, em média, 20 minutos. Com a iniciativa, a equipe de “Acolhimento Familiar” permitiu a proximidade entre familiares e pacientes e conseguiu até melhorar a assistência médica.

“Pudemos levar para equipe médica informações sobre alergias, medicamentos que um paciente toma regularmente. Teve um caso de um paciente que não interagia muito e, ao falar com a família, descobrimos que sofria de um pouco de surdez”, contou a assistente social.

(*)com informação do Governo do Estado do Ceará

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