IBGE revela diferença de 55% na taxa de desemprego entre pretos e brancos

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

A taxa de desemprego das pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. Esse indicador fica acima da média nacional (6,1%) e 55% maior do que o dos brancos, que sequer chegou a 5% (4,9%).

Esse patamar de diferença é superior ao registrado no último trimestre de 2025 (52,5% maior) e nos três primeiros meses do ano passado (50%). A maior diferença já apurada é de 69,8%, no segundo trimestre de 2020, ano de eclosão da pandemia de Covid-19.

A revelação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Autoidentificação

A Pnad tem como critério a autoidentificação ─ a própria pessoa escolhe como quer se declarar.

Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram os pardos como maioria da população alvo do levantamento (pessoas com 14 anos ou mais):

  • Pardos: 45,4%
  • Brancos: 42,5%
  • Pretos: 11,1%

Amarelos (origem asiática) e indígenas não foram detalhados pela Pnad trimestral.

Homens e mulheres

Ao comparar as taxas de desemprego de homens e mulheres, o IBGE mostra que a desocupação delas é 43,1% maior que a deles. No primeiro trimestre de 2026, o índice era de 7,3% para as mulheres. Entre os homens, 5,1%, abaixo da média nacional (6,1%).

Desde quando a pesquisa começou a ser feita, o desemprego das mulheres era 69,4% superior ao dos homens. A menor diferença foi registrada no segundo trimestre de 2020 (27%).