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A pesquisa Ibope, divulgada na noite dessa terça-feira, 18, mostra que Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), com 7% e 6%, respectivamente, estão distantes de atingir o principal objetivo de suas respectivas campanhas: chegar ao segundo turno. Isso só não deve ocorrer a menos que aconteça uma reviravolta ou alguém tenha uma carta na manga.

Alckmin e Marina estão em curva descendente, perdendo votos. Apesar do recall de eleições passadas, a ex-senadora conta com um exíguo tempo de rádio e TV e não possui uma aliança partidária que lhe garanta estrutura de campanha. O mesmo não pode ser dito do ex-governador, que detém 44% de todo espaço de propaganda eleitoral, providenciado por um amplo arco de alianças e, mesmo assim, não engrenou. Todo o seu latifúndio eletrônico perdeu força com a superexposição jornalística recebida por Bolsonaro após o atentado, que também fez com que as peças negativas contra o ex-capitão fossem suspensas.

A transferência de votos de Lula para Fernando Haddad fez com que o ex-prefeito saltasse de 8%, em 11 de setembro, para 19% em uma semana. A partir de agora, seu crescimento será usado pelo candidato do PSL para tentar chamar para si o voto útil antipetista. No período, Bolsonaro oscilou de 26% para 28%. Ciro Gomes está em terceiro lugar, com surpreendentes 11%, tentando convencer o eleitorado da centro-direita à centro-esquerda que a polarização entre os dois primeiros colocados será negativa ao país.

A tarefa de Ciro não é fácil: trazer votos de Alckmin e Marina e tirar parte dos que iriam para Haddad. É o equivalente a ter duas missões simultâneas no War, o famoso jogo de tabuleiro: ”Destruir os exércitos vermelhos” e ”Conquistar na totalidade a Ásia e a América do Sul”. Ele está tecnicamente empatado com Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos (40% a 39%), nas simulações de segundo turno.

Alckmin e Bolsonaro contam com a mesma intenção de voto (38%). O ex-capitão venceria Marina por 41% a 36%, segundo o Ibope. Bolsonaro e Haddad aparecem empatados em uma simulação de segundo turno, com 40%. Mas, considerando os índices de rejeição, o petista apresenta uma ligeira vantagem: ele conta com 29% (estava em 23%, a curva é ascendente à medida em que os eleitores perceberem que Lula é Haddad e Haddad é Lula).

Bolsonaro ostenta 42% – um ponto a mais que a pesquisa anterior. Isso sem contar que, se a polarização desidratar os demais candidatos, tudo pode se resolver até 7 de outubro. Mas, se isso acontecer, é bem provável que o Brasil não se resolva tão cedo.

Com informações do Portal Uol Notícias