Identificados os cinco pescadores que morreram afogados em rio nos Estados Unidos

Os cinco pescadores mortos afogados no Rio Scioto (Ohio, EUA) no último domingo (19/7) foram identificados.

O último a ter a identidade conhecida foi o mais jovem das vítimas: Jonathan Gabriel Vargas, que tinha 18 anos. Sua mãe, Ana Vargas, devastada pela dor, passou o dia de seu aniversário, na quarta-feira (22/7), no Gabinete do Xerife do Condado de Delaware para reconhecer o corpo do filho, segundo a Univision News.

Jonathan Gabriel Vargas — Foto: Reprodução
Jonathan Gabriel Vargas — Foto: Reprodução

O grupo foi fotografado pouco antes da tragédia pelo pastor Marcus Leon Martin com a água na altura do quadril, pouco antes de uma tentativa de resgate acabar em tragédia para os cinco.

O religioso, que navega pelo rio Scioto há mais de uma década, reconheceu o local como perigoso logo após fotografá-los. Depois de saber das mortes, Marcus se arrependeu de não ter avisado o grupo sobre os riscos que corria no rio.

Jonathan tinha o sonho de ingressar na Marinha dos EUA e depois se tornar bombeiro, contou a mãe. Ele nasceu em Maryland, mas viveu em El Salvador por vários anos, tendo se reunido com a mãe e a irmã em 2021.

“Queria trabalhar em ambulâncias”, completou ela.

José Mario Piñeda Dias, de 33 anos, e sua esposa, Marina Suyapa Regaldo, de 28: mortos no Rio Scioto — Foto: Reprodução
José Mario Piñeda Dias, de 33 anos, e sua esposa, Marina Suyapa Regaldo, de 28: mortos no Rio Scioto — Foto: Reprodução

José Mario Piñeda Dias, de 33 anos, e sua esposa, Marina Suyapa Regaldo, de 28, foram identificados na terça-feira (21/7) como um dos dois casais de pais que morreram na água.

Miguel Ángel Guerra e Carmen Idalia Lara Ferrera, ambos com 33 anos: mortos no Rio Scioto — Foto: Reprodução
Miguel Ángel Guerra e Carmen Idalia Lara Ferrera, ambos com 33 anos: mortos no Rio Scioto — Foto: Reprodução

O segundo casal, Miguel Ángel Guerra e Carmen Idalia Lara Ferrera, ambos com 33 anos, foi identificado por autoridades hondurenhas na quarta-feira (22/7).

Os quatro tinha cidadania hondurenha. Não foi informado se eles estavam em situação legal nos EUA. Autoridades policiais de Ohio e o Ministério das Relações Exteriores de Honduras trataram o caso estritamente como uma fatalidade por afogamento, sem mencionar qualquer irregularidade no status migratório das vítimas nos EUA. Os corpos deverão ser enviados a Honduras. Todos são originários da cidade de Lepaera, no departamento de Lempira, de acordo com o jornal “La Prensa”.

Como foi a tragédia

Segundo autoridades locais, o trágico episódio teria começado quando um dos integrantes do grupo entrou na água para nadar e começou a ser arrastado pela forte correnteza.

Outras duas pessoas tentaram resgatá-lo, mas também começaram a enfrentar dificuldades. Os últimos dois adultos entraram na água para ajudar os três, porém nenhum deles conseguiu voltar à margem.

Duas crianças pequenas presentes no local assistiram, de forma impotente e desesperada, aos pais se afogarem.

A polícia tomou conhecimento do acidente depois que um motorista encontrou uma das crianças de um dos casais chorando à beira de uma estrada, por volta das 21h. Duas mulheres foram retiradas da água com vida, mas morreram no hospital. Os corpos dos três homens foram encontrados no dia seguinte.

A investigação da tragédia ainda não foi concluída.