Após o carnaval, é hora de pensar no Imposto de Renda (IR). Por isso, o contribuinte já deve começar a separar os documentos que usará para prestar contas à Receita Federal. Quanto antes se organizar e enviar o formulário, mais chances o cidadão terá de receber logo a restituição, com a inclusão num dos primeiros lotes.

A Receita Federal ainda não divulgou o calendário do Imposto de Renda 2021 nem as regras deste ano. No entanto, até o momento, não foi anunciada nenhuma mudança em relação ao ano passado. Dessa forma, os valores dos rendimentos sujeitos ao ajuste na declaração deverão permanecer inalterados.

Com isso, quem recebeu em 2020 acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis deverá fazer a declaração, assim como quem recebeu mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte. Quem teve ganho de capital, com a venda de uma casa, por exemplo, também é obrigado a prestar contas ao Leão. O mesmo vale para os proprietários de bens, até 31 de dezembro de 2020, avaliados em mais de R$ 300 mil.

Quem não é obrigado também pode fazer a declaração em busca de vantagens. O documento pode ser usado como comprovante de renda em casos de empréstimos e financiamentos ou para gerar uma restituição de imposto, se a pessoa descontou na fonte em alguns meses de 2020, mas ficou abaixo do limite anual de isenção.

Veja alguns dos documentos necessários para o IRPF 2021:

  • Informes de rendimentos de salários, aposentadoria, pensão etc.
  • Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora ou CPF do profissional, com indicação do paciente)
  • Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora com indicação do aluno)
  • Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto
  • Boleto do IPTU de 2020