INSS endurece regras do consignado e passa a exigir biometria facial para liberar empréstimos

Foto: Agência Gov | Via Planalto

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão novas regras para contratação de crédito consignado a partir desta terça-feira (19).

Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade de validação da operação por meio de biometria facial, medida adotada para reforçar a segurança e reduzir fraudes nos empréstimos com desconto em folha.

A confirmação deverá ser feita pelo segurado no aplicativo ou no site Meu INSS.

COMO FUNCIONARÁ

Após solicitar o empréstimo ao banco, o beneficiário receberá a proposta no sistema Meu INSS com o status de “pendente de confirmação”.

A partir desse momento, o segurado terá até cinco dias corridos para validar a operação utilizando reconhecimento facial.

Caso a confirmação não seja realizada dentro do prazo, o contrato será automaticamente cancelado.

Segundo o INSS, a nova exigência atende às determinações da Lei 15.327/2026 e às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU).

PROIBIÇÃO DE EMPRÉSTIMO POR TELEFONE

A nova legislação também proíbe:

  • contratação de consignado por telefone;
  • e assinatura feita por procuração de terceiros.

O objetivo é dificultar golpes e proteger aposentados e pensionistas contra fraudes financeiras.

MAIS PRAZO PARA PAGAR

As mudanças fazem parte da Medida Provisória que criou o Novo Desenrola Brasil.

Uma das novidades amplia o prazo de pagamento dos empréstimos:

  • de 96 meses;
  • para até 108 meses (nove anos).

O segurado também poderá iniciar o pagamento das parcelas somente três meses após a contratação do crédito.

MARGEM CONSIGNÁVEL MENOR

Em contrapartida, houve redução da margem consignável:

  • de 45%;
  • para no máximo 40% da renda mensal.

O INSS informou ainda que a parte não utilizada nos cartões consignado e benefício poderá ser convertida em margem para empréstimo tradicional.

O limite total permitido será:

  • de até 40% para benefícios previdenciários;
  • e 35% para benefícios assistenciais.

As novas medidas fazem parte da estratégia do Governo Federal para aumentar a segurança nas operações financeiras envolvendo beneficiários do INSS.