A Previdência Social, principal componente de pressão sobre as contas públicas, deverá gastar cerca de R$ 5 bilhões a menos do que o previsto inicialmente em 2027. O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou, nesta terça-feira (25), a revisão da estimativa, que caiu de aproximadamente R$ 1,224 trilhão para R$ 1,218 trilhão.
Apesar da redução, a previsão para o próximo ano ainda representa um aumento de 7,92% em relação à estimativa de gastos para 2026, calculada em R$ 1,129 trilhão.
A nova projeção será considerada na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até a próxima segunda-feira (31).
Gastos
A maior parcela dos recursos previstos para 2027 será destinada ao pagamento de benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. A estimativa é de R$ 1,161 trilhão, valor 8,76% superior aos R$ 1,067 trilhão projetados para 2026.
A previsão anterior para 2027 era de R$ 1,166 trilhão. Com a revisão, houve uma redução de aproximadamente R$ 5,25 bilhões.
Outras despesas também tiveram as projeções atualizadas:
- Compensação previdenciária: R$ 8,113 bilhões em 2027, alta de 2,9%;
- Sentenças judiciais: R$ 49,391 bilhões, com queda estimada de 8,08%;
- Despesas previdenciárias totais: R$ 1,218 trilhão.
As projeções relacionadas às sentenças judiciais não sofreram alterações.