Por meio da tecnologia, o INSS atualmente consegue cruzar as informações do segurado — a partir de seu próprio Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que reúne informações sobre vínculos trabalhistas, salários e contribuições — com dados da Receita Federal e informações do Sistema Único de Saúde (SUS) ou do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que inclui pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo a Dataprev — Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência —, hoje o conjunto de dados que o governo tem à disposição é gigantesco. É possível ao INSS também buscar informações nos ministérios da Gestão, da Fazenda, do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento Agrário, da Pesca, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária e até do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Toda essa tecnologia permite ao instituto checar se os requisitos para a concessão do benefício foram cumpridos, abrindo caminho até para a liberação automática da aposentadoria, da pensão ou do auxílio, sem a necessidade de que um servidor analise o processo. Mas qualquer erro ou divergência de dados pode faz com que o sistema coloque o processo em exigência (a ser cumprida pelo segurado) ou negue o pedido.
A tecnologia ainda permite classificar e filtrar requerimentos complexos antes que cheguem aos servidores. Isso ajuda a organizar o fluxo de trabalho interno.
A automação também pode ser usada na varredura em laudos e atestados médicos enviados pela internet — via Atestmed — nos casos em que o segurado solicita o benefício por incapacidade e envia a documentação para conferência a distância, sem a necessidade de comparecimento para a perícia médica. Neste caso, o sistema consegue identificar eventuais montagens e rasuras, além de cruzar o CRM do médico com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Receita Federal.
