Em fevereiro de 2026, os alimentos e produtos de higiene pessoal sentiram os efeitos da inflação percebido neste início de ano, conforme apurado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na pesquisa Consumo nos Lares Brasileiros, a entidade aponta que nesse mês houve um aumento de 0,47% no preço médio de 35 produtos de largo consumo em todo o país, que passaram de R$ 799,08 para R$ 802,88.
Apesar de parecer um aumento praticamente imperceptível, o valor dessa cesta de produtos atingiu em fevereiro o maior valor desde agosto de 2025 e reforça a tendência de aumento inflacionário diante de um cenário internacional instável.
Nesse período, o feijão apresentou um aumento muito acima da média, de 11,73% somente na passagem para fevereiro. Outros itens que também ficaram mais caros em fevereiro foram o leite longa vida, que avançou 1,24%, além de farinha de mandioca e queijo muçarela. Entre as proteínas, a carne bovina acumula alta de 2% no preço médio em 2026, tanto no corte traseiro quanto dianteiro. Já os ovos, que tiveram uma retração mais expressiva em janeiro, avançaram 4,55% no segundo mês do ano.
Por outro lado, itens como arroz, óleo de soja e café torrado e moído ficaram mais baratos nesse período. No caso do primeiro, já se percebe uma queda acumulada de 27,85% somente nos dois primeiros meses de 2026.
Com o aumento de preços no geral, o consumo nos lares brasileiros reduziu em 3,8% em fevereiro na comparação com o mês anterior, ao mesmo tempo em que houve um aumento de 1,95% ante o mesmo mês em 2025.
Para o executivo da Abras, a queda em relação a janeiro é também justificada pela diferença no número de dias entre os dois períodos. Para este ano, a entidade supermercadista projeta um crescimento de 3,2% nesse indicador.
