Uma recente pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas (Unicef) revelou que 22% dos adolescentes apostaram em jogos de azar pela primeira vez até os 11 anos de idade. Não há dados específicos sobre o comportamento dos jovens no Brasil, mas a realidade indica uma situação semelhante.
As apostas online feitas por adolescentes têm preocupado educadores e até o Judiciário. Neste ano, entrou em vigor a proibição de uso de celulares nas escolas. Até recentemente, porém, alunos pediam para usar o smartphone a fim de jogar e, quando eram impedidos, demonstravam irritação.
Outro fator preocupante é a facilidade com que eles burlam as restrições de idade das casas de apostas on-line, usando sites geradores de CPFs para acessar as plataformas digitais.
Em 2011, o psiquiatra Daniel Spritzer, coordenador de um grupo de estudos sobre vícios tecnológicos, conduziu a primeira pesquisa no Brasil sobre transtornos relacionados a apostas entre adolescentes. Embora o acesso fosse mais restrito na época, o estudo, que considerou 661 jovens de 14 a 17 anos de todos os estados, revelou que 7% deles já participavam dessas atividades.
Segundo especialistas, diversos adolescentes viciados em jogos, têm impactos diretos no desempenho escolar e na estabilidade financeira de suas famílias, pois muitos jovens perdem o interesse nos estudos e acabam comprometendo a renda familiar.
Com informações do site Extra
