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A Direção da Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec) promoveu reunião conjunta com os alunos do V Curso de Formação e os juízes formadores nessa segunda-feira (06/03). O desembargador Heráclito Vieira, diretor da Instituição, falou da satisfação em receber os 32 juízes que farão a capacitação e informou que o corpo funcional da Escola dará total apoio aos magistrados, durante todo o treinamento, que será encerrado no dia 13 de maio.

O juiz coordenador da Esmec, Ângelo Vettorazzi, disse ser “uma grande honra receber todos vocês aqui na Esmec, tanto os juízes do Curso como os formadores, não só hoje, como também nas próximas dez semanas de aula, que serão, sem sombra de dúvida, muito proveitosas para todos nós”.

Já o presidente da Associação Cearense de Magistrados (ACM), juiz Ricardo Alexandre Costa, lembrou sua participação na primeira turma do Curso (de outubro a dezembro de 2016), quando atuou como formador, e disse que a experiência foi muito positiva. “O que eu peço agora, para essa segunda turma e para os colegas formadores, é que – apesar de vocês estarem na jurisdição há mais de um ano e nós, formadores, termos no mínimo dez anos de experiência – nós não coloquemos barreiras e procuremos atuar sem filtros, com conversas sinceras, certos de que temos muito a aprender uns com os outros. Afinal, somos colegas e vamos sair daqui com a amizade mais fortalecida e um aprendizado muito maior.”

EXPECTATIVAS

Cada um dos juízes formandos teve a oportunidade de falar de sua origem, da comarca onde atuam e da expectativa com o treinamento. Os magistrados, oriundos de vários estados brasileiros, agradeceram a acolhida e reconheceram como de grande importância a capacitação.

Alguns juízes também elogiaram a organização do Curso, por parte da Esmec, que já definiu datas e disciplinas, criou grupo no Whatsapp e está fazendo pesquisa a fim de saber das necessidades dos magistrados, entre outras iniciativas para facilitar o desenvolvimento da Formação.

Bernardo Raposo Vida, natural do Rio de Janeiro e juiz da Comarca de Ararendá, afirmou que a ênfase na prática judicante, que o Curso proporcionará, será muito importante, pois os magistrados já trazem farta capacitação teórica. A mesma opinião tem o paulista Cristiano Sanches de Carvalho, juiz de Tamboril, para quem “a troca de informações com colegas mais vividos na carreira da magistratura é muito enriquecedora”.

Segundo o juiz potiguar Eduardo André Dantas Silva, da Comarca de Barro, o Curso “vai servir muito como fonte de inspiração para superarmos barreiras e retomarmos o interesse pelos estudos”.

A juíza Juliana Bragança Fernandes Lopes, natural do Rio de Janeiro, lembrou que há um ano foi designada para a cidade de Guaraciaba do Norte e enfrentou vários desafios, mas foi um período de muita aprendizagem. “Fiquei isolada na Comarca, mas agora, com a participação nesse Curso, sinto-me acolhida pelo Tribunal. Espero o melhor possível da capacitação, para empregar os conhecimentos junto aos jurisdicionados, que precisam muito de nós nas comarcas. Voltaremos para lá com mais experiência”, explicou.

Na mesma linha, a gaúcha Janaína Graciano de Brito, juíza de Umirim, considerou que a frequência no treinamento “será um aprendizado enriquecedor para todos nós que, ao retornamos às comarcas, levaremos toda a experiência adquirida nessa Formação”.

FORMADORES

Alguns juízes que atuarão como professores formadores fizeram rápida explanação da disciplina que irão ministrar, saudaram os participantes e elogiaram a atuação da Esmec. Entre eles, a juíza Tereza Germana Lopes de Azevedo lembrou que já participou, como aluna, do Curso de Formação e disse que houve uma grande evolução tecnológica na Instituição, além de avanços em termos físicos, administrativos e pedagógicos.

“Aproveitem esse espaço. Procurem fazer não apenas esse Curso, mas todos que forem ofertados, assim como palestras e outros eventos. Procurem estar sempre aqui. Vejam essa Escola como a casa de vocês. Não podemos deixar de estudar nunca”, reconheceu Tereza Germana, ressaltando a satisfação que sente em formar juízes. “Tenho colegas que gostam de dar aulas em faculdades, mas meu objetivo sempre foi ser formadora de magistrados.”

O juiz Jorge Di Ciero, também professor formador, destacou a importância do Curso como ambiente de enriquecedoras discussões. “Aqui são trazidas experiências exitosas para serem discutidas em sala de aula, mas há também espaço para se construir novas experiências. Devemos, enquanto juízes, ter a capacidade de agregar soluções dialogais, que dão mais autoridade e legitimidade a nossas sentenças.”

Com informação da A.I