Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O matadouro público de Boa Viagem foi interditado após a determinação do juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Boa Viagem, Luís Gustavo Montezuma Herbster, nessa quinta-feira (23). O local deve se manter fechado enquanto o Ente requerido não obter Licença de Operação e termo de desembargo de suas atividades junto da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

A sentença, concedendo a tutela de urgência antecipada, atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por intermédio do promotor de justiça Alan Moitinho Ferraz, contra o Município de Boa Viagem na qual se busca o fechamento do matadouro público municipal, à vista das péssimas condições de funcionamento, em completo desrespeito à legislação o sanitária, ambiental e consumerista, enquanto não adotadas todas as providências adequadas para a sua regularização. 

Com o objetivo de garantir a efetividade da decisão, o magistrado arbitrou multa pessoal à prefeita Aline Vieira, no valor de R$ 100.000,00, caso se comprove que o matadouro municipal continua em operação após a ciência da sua interdição, a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado do Ceará, nos termos do artigo 11 da Lei 7.347/85 combinado com o artigo 497, do CPC.

Segundo a ação, após apurações empreendidas no Inquérito Civil Público nº 17/2014, com análise, principalmente, de Laudos Técnicos do Conselho de Medicina Veterinária e da Adagri, o promotor de justiça concluiu que o Município requerido mantém um matadouro, na localidade de Capitão Mor, em “completo desprezo” às normas aplicáveis à espécie, porquanto foram verificadas inúmeras irregularidades no seu funcionamento, inexistindo condições mínimas de infraestrutura, higiene e salubridade, além de não possuir licenciamento ambiental. 

A interdição do equipamento deverá perdurar até que o Município implemente o serviço de inspeção sanitária municipal, com consequente registro daquele abatedouro no órgão de inspeção sanitária municipal; adeque o seu funcionamento às regras de regência; e obtenha o competente licenciamento ambiental e termo de desembargo de suas atividades junto à Semace.

*Com informações do Ministério Público do Ceará

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp