Liquidação do Will Bank amplia incertezas e deixa milhões de clientes em meio a dúvidas

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O Banco Central decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, instituição controlada pelo Banco Master. A decisão amplia o impacto do colapso do grupo financeiro e acende o alerta para milhões de clientes da fintech.

De acordo com informações da própria instituição, o Will Bank reúne cerca de 12 milhões de clientes, com operações em cartões de crédito, empréstimos e investimentos. Somente no último ano, a fintech movimentou aproximadamente R$ 7,5 bilhões e mantém um quadro de cerca de 1,1 mil funcionários.

Na véspera da decisão do Banco Central, a Mastercard suspendeu o uso dos cartões do Will Bank em sua rede. Com a liquidação extrajudicial, todos os cartões emitidos pela instituição serão cancelados e não poderão mais ser utilizados pelos clientes.

Em relação aos recursos aplicados no banco digital, o Banco Central informou que os investidores estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), nos mesmos moldes do que ocorreu com o Banco Master após a sua liquidação. O FGC assegura a cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de depósitos e aplicações financeiras elegíveis.

Dados do IFData, do Banco Central, indicam que a liquidação do Will Bank pode gerar um impacto de até R$ 6,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, valor correspondente ao total de depósitos a prazo da fintech em setembro de 2025. O montante exato a ser desembolsado pelo fundo, porém, ainda não pode ser estimado, já que a cobertura é limitada por cliente.

Em comunicado disponível em seu site, o Will Bank reafirma que todos os investimentos realizados na instituição contam com a proteção do FGC e assegura que, “em caso de comportamentos inesperados no mercado financeiro”, os clientes não sofrerão perdas dentro dos limites estabelecidos pelo fundo garantidor.