O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as articulações para definir o palanque governista em São Paulo nas eleições de 2026. No desenho em construção, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece como pré-candidato ao Governo do Estado, enquanto as ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) surgem como pré-candidatas ao Senado, cargo que terá duas vagas na disputa.
A costura política da chapa é conduzida diretamente por Lula. A ministra Simone Tebet (MDB) já acertou com o presidente a mudança de seu domicílio eleitoral para São Paulo e deve disputar uma das vagas ao Senado na chapa encabeçada por Haddad.
Tebet terá uma nova conversa com Lula antes do Carnaval para definir seu futuro político e partidário. Ela tem até o dia 4 de abril para transferir o título de eleitor do Mato Grosso do Sul para São Paulo e decidir se permanece no MDB ou se migra para o PSB.
No entorno do presidente Lula, a avaliação é de que a candidatura de Simone Tebet em São Paulo é eleitoralmente viável e politicamente estratégica, sobretudo diante do cenário adverso no Mato Grosso do Sul. Atualmente, o MDB integra o governo do governador Eduardo Riedel, que deixou o PSDB, filiou-se ao PP e se aproximou do bolsonarismo, o que dificulta o espaço político de Tebet no estado de origem.
MARINA E O SENADO
Já a ministra Marina Silva (Rede) aparece em um cenário de maior definição. Há a possibilidade de retorno ao PT e de sua candidatura ao Senado pela aliança governista.
Marina afirma que se vê no desenho da construção política para a disputa: “Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata”, declarou.
