Após uma intensa articulação política liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Elmano de Freitas e o senador Camilo Santana convenceram o senador Cid Gomes (PSB) a disputar a reeleição.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (14), em Brasília, pelo próprio governador, após reunião com Lula que selou um dos principais impasses da sucessão estadual. O deputado federal Júnior Mano (PSB) fica com a primeira suplência de Cid.
Participaram do encontro, além de Lula, Elmano e Cid, o senador Camilo Santana (PT), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT), o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o deputado federal Júnior Mano (PSB).

LULA E A ALIANÇA NO CEARÁ
“A pedido do presidente, ficou definido que o senador Cid Gomes concorrerá à reeleição. O deputado Júnior Mano estará na sua 1ª suplência. Esse é o projeto que tem feito nosso Ceará avançar e que ainda trará muitas oportunidades para todos os cearenses. Unidos com Lula e Elmano por um Ceará e um Brasil cada vez mais fortes”, disse Elmano, feliz com o avanço na formação da chapa.
A definição encerra semanas de negociações. Cid resistia à ideia de buscar um novo mandato e defendia que Júnior Mano fosse o candidato do grupo à sucessão no Senado. No entanto, o cenário desenhado pelas pesquisas e os apelos de Lula, Camilo Santana e Elmano de Freitas fizeram o senador rever sua posição e aceitar disputar as eleições de outubro.
A movimentação confirma a informação antecipada nesta terça-feira pelo jornalista Luzenor de Oliveira, no Jornal Alerta Geral, que revelou o desenho da composição após interpretar a mensagem publicada na véspera pelo ex-secretário Chagas Vieira, que havia sinalizado a chegada de uma “boa notícia” para a aliança liderada pelo PT.
Com a confirmação de Cid Gomes, a base governista define a primeira vaga ao Senado, mas ainda mantém em aberto importantes espaços na chapa majoritária. Permanecem em negociação a candidatura à vice-governadoria, a segunda vaga ao Senado e a cobiçada primeira suplência da outra candidatura, posições disputadas por partidos como MDB, Republicanos e PSD, além da Rede, que defende o nome da deputada federal Luizianne Lins.

