O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou em Cabo de Santo Agostinho (PE), a expansão da fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos — um dos principais produtores nacionais de medicamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente do Aché, José Vicente Marino, também participaram da agenda.
A nova unidade, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, começa a operar em 2026 com capacidade de produção de até 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis de uso hospitalar e colírios.
Na visita, Lula destacou a evolução da indústria nacional. “Alguns anos atrás, a gente tratava o Brasil como se fosse um país incapaz de produzir os seus próprios remédios. E você [José Vicente Marino] acabou de falar que 60% dos remédios já são produzidos no Brasil. Significa que a gente já não é tão dependente como era alguns anos atrás. E você disse mais: nós temos condições de produzir 100% dos nossos remédios aqui”, declarou o presidente.
“A gente vai chegar lá”, respondeu o diretor-presidente do Aché. “Você pode ter certeza que se tem alguém que sonha em chegar a 100% sou eu, porque eu quero o Brasil soberano na questão da saúde. Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios”, afirmou Lula.
Você pode ter certeza que se tem alguém que sonha em chegar a 100% sou eu, porque eu quero o Brasil soberano na questão da saúde. Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
O ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância da produção farmacêutica nacional para abastecer o SUS e beneficiar milhões de brasileiros. ”O Aché tem parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz. Essas parcerias são para produzir, pegar tecnologia de medicamentos de outros países para trazer para cá, desenvolver aqui, gerar emprego, renda, tecnologia e tratamento para as pessoas aqui”, explicou Padilha.
APOIOS — Com R$ 267 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste, a unidade do Aché contará com recursos de automação e tecnologia industrial avançada, ampliando a capacidade produtiva nacional. Desde que foi instalada, em 2019, a fábrica soma R$ 1,6 bilhão de incentivo federal para a sua expansão.
O fortalecimento do complexo industrial da saúde é fundamental para a sustentabilidade do SUS e soberania na oferta de medicamentos e outros produtos de saúde à população.
