O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou, em entrevista às Páginas Amarelas da Veja, que recebeu com tristeza a saída de Ciro Gomes dos quadros do partido. Segundo ele, a desfiliação representa “a perda de um membro da família”, embora o PDT siga firme em sua trajetória política e ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lupi avaliou que Ciro, com o seu temperamento feroz e agindo pelo fígado, tenha arranjado uma briga no Ceará, com grandes prejuízos para o PDT.
Segundo Lupi, Ciro ao buscar novo caminho partidário, voltou ao seu habitat natural”. Ele fez um balanço dos impactos da crise interna no Ceará, lembrando que, no primeiro rompimento entre Cid e Ciro, o partido perdeu quase 50 prefeitos, e, no segundo momento, dez deputados estaduais deixaram a legenda.
Para Lupi, na disputa entre os irmãos, quem mais sofreu foi o PDT. Otimista, Lupi afirma que partido vai se recompor e seguirá presente no cenário político nacional, superando, em 2026, as cláusulas de barreiras.
CIRO E O BOLSONARISMO
Questionado sobre a presença de lideranças do União Brasil e do PL no ato de filiação de Ciro ao PSDB, Lupi classificou o grupo como “uma direita odiosa e raivosa”, que, segundo ele, “fala de fé e religião, mas prega o ódio”.
Apesar da ruptura, Lupi disse manter respeito pela trajetória de Ciro Gomes e ressaltou que o PDT seguirá firme em suas bandeiras trabalhistas e democráticas, apostando na renovação de quadros e na reestruturação da sigla para as próximas eleições.
