Mãe relata noite de dor de criança em Frotinha e lamenta falta de prescrição de remédio

O drama vivido por uma mãe e sua filha de apenas 3 anos expõe falhas no atendimento de urgência na rede pública de saúde em Fortaleza. O depoimento foi encaminhado pela mãe, Ellen Vitória, à redação do Ceará Agora.

A criança, identificada como Sofia, sofreu uma fratura no cotovelo após uma queda na madrugada do dia 24 e, mesmo com a confirmação da gravidade da lesão, saiu do Hospital Frotinha do Antônio Bezerra sem cirurgia, sem internação imediata e, segundo a mãe, sem qualquer medicação para dor. Sofia encontra-se atualmente nos corredores do Hospital do Frontinha de Messejana aguardando por uma cirurgia.

DORES E ANGÚSTIA

De acordo com o relato, a queda ocorreu por volta da meia-noite. Ao perceber que a filha não conseguia mexer o braço, que permanecia caído e com dor intensa, a mãe decidiu levá-la ao hospital. No Frotinha, exames de raio-x confirmaram a fratura na região do cotovelo e a necessidade de cirurgia.

Apesar do diagnóstico, a orientação recebida foi para que mãe e filha retornassem para casa e voltassem apenas na segunda-feira, dia 29, quando a criança poderia ser internada para aguardar transferência e realização do procedimento cirúrgico.

“Mandaram a gente ir embora e voltar depois. Só colocaram o gesso para tentar diminuir a dor”, relatou a mãe, ao dizer que nenhum analgésico ou outro tipo de medicação foi prescrito.

O resultado, de acordo com Ellen Vitória, foi uma madrugada de sofrimento. “Ela passou a noite sem dormir, chorando de dor”, desabafou.

A mãe afirma que procurou o atendimento com a expectativa de alívio imediato para a filha, mas saiu do hospital apenas com o braço engessado e sem orientações claras sobre como controlar a dor até a cirurgia. O caso levanta questionamentos sobre os protocolos de atendimento a crianças com fraturas e sobre a assistência à dor em situações de urgência.

A redação apurada posicionamento oficial da unidade de saúde sobre o atendimento prestado.