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Maia presidente

Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB, disse na quinta-feira (6) que, se Michel Temer for afastado do cargo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “tem condições” de conduzir a transição do país até as eleições de 2018. “Se vier a afastar o Temer, Maia é presidente por seis meses. Aí ele tem condições de fazer, até pelo cargo que exerce como presidente da Câmara, de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade do país”, disse.

Ele tem a força

O nome de Maia como eventual substituto de Temer em uma eleição indireta voltou a ganhar força depois que a Câmara deu início à análise de denúncia contra o presidente. Além disso, mesmo sem a realização de eventuais eleições indiretas, Maia poderá assumir interinamente a Presidência da República se Temer for afastado pelo STF. O peemedebista é alvo de denúncia por corrupção passiva elaborada por Rodrigo Janot, que, se aceita, gera automaticamente seu afastamento do cargo por até 180 dias.

Sem freio

Para que o pedido seja analisado pelo Supremo, é necessária uma autorização prévia pela Câmara, por pelos menos 342 deputados. A escolha do deputado Sérgio Szveiter (PMDB-RJ) como relator da denúncia foi vista como um balde de água fria para o governo, que vê mais dificuldades em frear a denúncia, já que ele não tem se mostrado como aliado do Palácio do Planalto.

Pilastra no chão

Para Tasso, se o relatório de Szveiter for pela aceitação da denúncia, não haverá mais saída para Temer. “Se o relator, que é do PMDB, der um voto para afastar o Temer, cai uma pilastra. Aí não tem jeito. Quer coisa mais significativa que isto?”, disse. O Tucano afirma não ter condições de avaliar se Temer é culpado ou não pelos crimes dos quais é acusado. “Mas tenho capacidade dizer que estamos chegando na ingovernabilidade”, enfatizou, comparando a situação ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Tal e qual

“Entre as razões que levaram Dilma a cair, a principal foi a falta de governabilidade. Agora está acontecendo a mesma coisa”, afirmou. Tasso defendeu ainda que seja feito “qualquer tipo de acordo” para que o país tenha uma estabilidade “mínima” até as eleições de 2018. “Isso não é difícil”, disse. O tucano disse ainda que num próximo governo é necessário que a atual equipe econômica permaneça. “E o governo tem de ser o mais próximo possível do intocável em termos de postura ética.”

Aí lasca!

O senador comentou ainda as notícias de que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está negociando um acordo de delação premiada, como escreveu Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo. “Aí não tem nem o que discutir mais. Se vier a delação, não sei quem vai ser citado e quem não vai ser, mas vai ser um semestre terrível para nós”, lamentou.

Fora Temer!

Um grupo de artistas está lançando a campanha “Estamos de olho, Sérgio Zveiter”. É para pressionar o deputado que é relator do processo contra Michel Temer, na Câmara, em Brasília. A turma de artistas, que tem se reunido na casa de Paula Lavigne, quer a saída de Temer. Veja só o recadinho que eles estão mandando para o deputado, por meio das redes sociais: “você é deputado federal pelo Rio de Janeiro e responsável pelo relatório da Comissão de Justiça sobre as denúncias de Temer. Está em suas mãos recomendar

ou não que Temer seja investigado por seus conhecidos crimes. Essa é a hora de fazer pressão, vamos compartilhar esse post, entrem na página do deputado e deixem mensagens, mobilizem seus grupos! #ZveiterEstouDeOlhoEmVoce #EstamosDeOlho #ForaTemer”

Festa atrás das grades

Sobre o fim da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba: “O cartel dos réus vai festejar”. Do jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, a O Antagonista, sobre a confirmação de que a Polícia Federal acabou com a força-tarefa exclusiva da Operação Lava Jato em Curitiba…

E quando dezembro chegar

O Antagonista afirma também que conversou com um dos delegados da Lava Jato. Ele teria explicado que o pedido para desmobilizar a força-tarefa partiu de Igor Romário, coordenador do grupo, depois de queixas dos outros integrantes. O delegado disse que a baixa média de inquéritos (20 por delegado) seria um reflexo da queda de produtividade da força-tarefa. Porém, confirmou que a Operação tem seu orçamento até dezembro garantido.

Cabra chorão

O juiz da 10ª Vara Federal em Brasília, Vallisney Oliveira, decidiu manter Geddel Vieira Lima preso, por suspeita de tentar atrapalhar investigações. Vídeo da audiência com o juiz mostra que o ex-ministro de Temer chorou no final, após o magistrado negar pedido da defesa para que ele deixasse a cadeia. Ele teria chorado também no xilindró, ao estilo Rocha Loures, quando teve a cabeça pelada.

Palavra do presidente

O desembargador Glaydson Pontes, presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, apresentou à imprensa o projeto de lei da nova organização judiciária do Estado. Destacou que a proposta tem a finalidade de promover maior vigor à estrutura funcional e dar maior agilidade. “Por mais paradoxal que pareça aos leigos, o projeto aproxima ainda mais Judiciário e sociedade. Vamos tornar o processo mais célere, aglutinando força de trabalho nos locais mais demandados”. – garantiu.

Equilíbrio da demanda

O juiz auxiliar da Presidência do TJCE, Marcelo Roseno de Oliveira, explicou que a organização judiciária vigente é de 1994 e não reflete as mudanças ocorridas ao longo do tempo, como a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que faz o controle e o planejamento das políticas para todos os tribunais. Ele pontuou que o fator principal para as mudanças não é a redução de gastos, mas, sim, a necessidade de equilibrar a demanda da Justiça do Ceará, corrigindo distorções na quantidade de ações entre as varas.

Não é bem assim

O juiz também afirmou que o projeto não extingue as comarcas vinculadas (que funcionam sem estrutura de pessoal própria) não têm varas instaladas e dependem do juiz da comarca sede. Nessa situação, das atuais 35 vinculadas, uma será elevada à condição de Comarca (Ocara) por atender aos requisitos legais, como número de habitantes e demanda de ações, e as outras 34 voltariam a ser termos judiciários, com a mudança dos processos para a sede.

Racionalização

Já a transferência de 26 varas se dará para racionalizar a prestação dos serviços, permitindo a criação de unidades em comarcas com grande demanda. A instalação de postos de atendimento, programa itinerante da Justiça e a

virtualização dos processos são medidas que permitirão a presença do TJCE nos Termos Judiciários.

Corrigir distorções

Outra alteração é o aumento do número de Zonas Judiciárias (agrupamentos de comarcas) de nove para 14. Isso facilitará a atuação dos juízes auxiliares em razão do menor número de unidades e da menor distância entre elas. “Todas as medidas são para corrigir distorções e melhorar o atendimento”, ressaltou.

Carestia

A cesta básica teve alta de 0,99% em Fortaleza em junho, segundo o Dieese, alcançando a maior alta no valor da cesta básica entre as capitais brasileiras. De acordo com o levantamento, houve um aumento nos preços de nove produtos da cesta básica em Fortaleza. O estudo aponta que com a alta, o trabalhador teria que desembolsar R$ 408,49 para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta.

Carestia 2

O valor da cesta básica cresceu 3,63% no primeiro semestre de 2017 em Fortaleza. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 5,61%. No período acumulado de um ano, os produtos que sofreram maior elevação nos preços, foram: a farinha (27,14%), a manteiga (26,22%), o café (22,45%), o tomate (19,74%), e a banana (14,02%). Apenas o feijão sofreu redução no seu preço, (-39,50%) respectivamente.

Vilões

Os produtos que tiveram a maior alta no mês de junho foram o feijão (14,60%), a farinha (5,26%), o café (2,85%) e a carne (1,54%). No primeiro semestre deste ano, os produtos que sofreram maiores elevações nos preços, foram: o tomate (29,01%), a manteiga (14,17%); o café (10,56%), a banana (10,03%) e a farinha (9,70%).

Parceria

Um espaço de diálogo permanente entre o Banco do Nordeste, a iniciativa privada e prefeitos das 40 cidades médias mais dinâmicas das regiões Nordeste e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo é a ideia do Fórum BNB de Cidades Médias G20+20, que termina hoje, em Fortaleza. A iniciativa foca em três eixos de atuação: troca de experiências e práticas bem-sucedidas, viabilização de capacitações técnicas, tecnológicas e gerenciais e criação de um ambiente de estruturação de negócios, com ênfase em projetos de parcerias público-privadas voltadas para o setor de infraestrutura.