Mais de 257 mil empregos formais foram registrados no país no mês de abril; Ceará está em 8º lugar no ranking dos estados com melhores saldos

Foto: Allexandre Silva / MTE

Os dados do Novo Caged referentes ao mês de abril, divulgados nesta quarta-feira (28) em coletiva à imprensa pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apontam a criação de 257.528 empregos com carteira assinada no país. O resultado é fruto de 2.282.187 admissões e 2.024.659 desligamentos no período.

Com esse saldo, o número de vagas formais geradas em 2025 (janeiro a abril) chega a 922.362. O estoque total de vínculos celetistas atinge, assim, um patamar de 48.124.423 trabalhadores com carteira assinada. Já no acumulado dos últimos 12 meses (de maio de 2024 a abril de 2025), o saldo positivo é de 1.641.330 novas vagas formais.

O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais em abril, com a criação de 136.109 vagas, um crescimento de 0,58%. O destaque dentro do setor ficou por conta das atividades de informação, comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, que juntas responderam por 52.446 novas vagas.

Na sequência, o Comércio registrou 48.040 postos criados (alta de 0,45%), seguido pela Indústria, com 35.068 empregos (0,39%), e pela Construção Civil, que gerou 34.295 novas vagas (1,16%). A Agropecuária também apresentou saldo positivo, com 4.025 postos formais (0,22%).

Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos formais em abril, com 72.283 novas vagas, seguido por Minas Gerais, com 29.083, e Rio de Janeiro, com 20.031 postos criados. Quando consideradas as variações proporcionais em relação ao total de empregos, os maiores crescimentos foram registrados no Espírito Santo (+0,93%), Goiás (+0,91%) e Piauí (+0,88%).

O Ceará é o oitavo colocado entre os estados que mais ofertaram empregos neste período.

Para o Estado, esse é o melhor resultado para abril da série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020. O resultado da relação entre o número de contratações com carteira assinada (56.152), que superou o de demissões (46.931). O resultado foi puxado principalmente pelos serviços (4.095) e construção civil (2.472), mas também se destacam os setores do comércio (1.465) e indústria (1.340).

Listagem de saldos empregatícios nas Unidades Federativas e Distrito Federal no mês de abril/2025:

  • SP – 72.283
  • MG – 29.083
  • RJ – 20.031
  • PR – 18.606
  • GO – 14.780
  • BA – 14.353
  • SC – 10.460
  • CE – 9.221
  • RS – 8.678
  • ES – 8.553
  • PE – 7.501
  • DF – 6.738
  • MS – 5.701
  • PA – 5.120
  • MT – 4.142
  • MA – 3.582
  • PI – 3.218
  • RN – 2.927
  • SE – 2.849
  • AM – 2.678
  • TO – 1.708
  • PB – 1.577
  • RO – 1.117
  • AP – 775
  • AC – 760
  • RR – 669
  • AL – 414

Os salários também apresentaram crescimento em abril. O valor médio real de admissão foi de R$ 2.251,81, um aumento de R$ 15,96 (+0,71%) em relação a março de 2025, quando o valor era de R$ 2.235,85. Na comparação com abril do ano anterior, o ganho real foi de R$ 6,62, representando uma alta de 0,28%, já descontados os efeitos sazonais.

Acumulado do ano 

Todos os cinco principais setores da economia apresentaram saldos positivos na geração de empregos formais em 2025. O setor de Serviços liderou com a criação de 504.571 vagas (+2,19%). Em seguida, veio a Indústria, que gerou 190.477 postos de trabalho (+2,13%). A Construção ficou em terceiro lugar, com 135.202 vagas (+4,73%). Já a Agropecuária contribuiu com 55.605 novos empregos (+3,09%), e o Comércio registrou 36.523 postos criados (+0,35%).

São Paulo foi o estado que mais gerou empregos no acumulado do ano, com 284.033 novas vagas (+1,98%). Na sequência, destacam-se Minas Gerais, com 105.584 postos (+2,15%), e o Paraná, com 79.914 vagas (+2,48%). Considerando a variação relativa, os maiores crescimentos foram registrados em Goiás (+3,56%), Mato Grosso (+3,20%) e Tocantins (+3,01%).

Com informações do Governo Federal