Malária: Brasil registra queda no número de casos e amplia rede de enfrentamento da doença

O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária . Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados por Plasmodium falciparum, forma mais grave da enfermidade, além de diminuição de 28% nos óbitos.

Durante os anos, foi ampliado o acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março de 2026, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

MALÁRIA

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite também podem ocorrer. Em casos graves, a doença pode provocar convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade respiratória e choque. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de agravamento.

TRATAMENTO

A malária tem cura e o tratamento é simples, eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos. Casos graves devem ser hospitalizados imediatamente. O diagnóstico oportuno, seguido do início rápido do tratamento adequado, é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações e mortes.

As medidas de prevenção individual incluem o uso de mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas, telas em portas e janelas e aplicação de repelentes. Já entre as ações coletivas estão a borrifação residual intradomiciliar, a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, pequenas obras de saneamento, drenagem de criadouros, limpeza de áreas alagadas e melhoria das condições de moradia e trabalho.