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Veja

Retrospectiva 2017 – e o que devemos manter para 2018

Nesta edição de VEJA, a frase que marcou 2017: ‘Tem que manter isso aí viu?’, a controvertida fala de Michel Temer em conversa gravada no Jaburu. O editor Silvio Navarro e o redator-chefe Fábio Altman apresentam o que devemos manter para 2018, da Lava-Jato à liberdade de expressão, das reformas estruturais ao respeito a mulher.

Isto é

2018 – O ano da virada

PERSPECTIVA 2018

Eleição decisiva

A eleição presidencial de 2018 será diferente das últimas. De 1994 a 2014, a disputa foi protagonizada por dois partidos. O PSDB venceu em 1994 e 1998 com Fernando Henrique. E depois só deu PT, que acabou levando o País a uma crise sem precedentes. Para 2018, as intenções de voto estão pulverizadas. A grande maioria prefere um candidato que represente o novo, mas quem está largando na frente são Lula e Bolsonaro, dois extremos que o eleitor quer evitar. Embora lidere as pesquisas, no dia 24 de janeiro Lula terá seu destino definido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Se o tribunal confirmar a pena de nove anos e seis meses aplicada pelo juiz Sergio Moro, o petista sai do páreo. Nomes oriundos do centro animam o eleitor. Geraldo Alckmin (PSDB) se apresenta como candidato desse espectro, mas os sinais de recuperação da economia têm estimulado o presidente Temer a indicar alguém que dê continuidade às reformas. A esperança é que a eleição fuja da velha política.

Época

O quinteto que sacudiu o ano

Recapitular o ano que acaba é uma tradição sedimentada no jornalismo. As edições finais de veículos do mundo todo pausam para exumar o passado recente. Voltar-se sobre si é, antes de um hábito, uma necessidade. É no reencadeamento de fatos e episódios que extraímos deles algum sentido para o que foi. Um norte para o que virá. No prazer prosaico de fazer cócegas na memória com uma banalidade qualquer do aleatório 23 de julho. Ou na evocação de acontecimentos que alteraram o curso das grandes coisas, como no preciso 17 de maio – dia em que vazou o áudio gravado pelo empresário e delator Joesley Batista em conversa subterrânea com o presidente Michel Temer. Flanar sobre a linha do tempo nos dá a condição de espectadores privilegiados da história a cuja construção assistimos ao vivo.