O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que as Eleições 2026 transcorrem sem grandes obstáculos ou ocorrências. Segundo ele, até o momento, não há indicativos de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
Durante entrevista coletiva na sede do TSE, em Brasília, o ministro disse que, a poucas horas do encerramento da votação, o processo ocorre com tranquilidade e transparência.
Questionado sobre possíveis ameaças externas, Nunes Marques afirmou que nenhum relatório da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outros órgãos de segurança apresentou informações que apontem para interferência internacional ou atuação do crime organizado nas eleições.
“Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.
O presidente do TSE também comentou sobre o receio de disseminação de deepfakes, vídeos hiper-realistas produzidos ou manipulados com inteligência artificial. Segundo o ministro, não foram registradas ocorrências de grande repercussão relacionadas a esse tipo de conteúdo.
Urnas eletrônicas
Nunes Marques afirmou ainda que não foram registrados grandes problemas com o sistema eletrônico de votação. Ao todo, 1.121 urnas precisaram ser substituídas em todo o país, o equivalente a 0,2% das 499.248 urnas utilizadas nas eleições.
“Não há votação manual no país”, declarou o ministro.
Segundo Nunes Marques, os principais problemas relacionados à infraestrutura ocorreram no Paraná, que enfrentou fortes chuvas e ventos durante a manhã deste domingo. O mau tempo provocou interrupções no fornecimento de energia em 140 municípios.
Ocorrências policiais
Até as 13h, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) registrou 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns durante o primeiro turno.
As forças de segurança apreenderam R$ 108 mil, quatro armas e 13 veículos. Quatro pessoas foram presas.
Os estados com maior número de ocorrências foram Minas Gerais (43), Rio Grande do Sul (36) e Sergipe (26).
Entre os crimes eleitorais registrados, os casos mais frequentes foram de propaganda irregular, com 130 ocorrências, e boca de urna, com 69 registros.
Informações – Agência Brasil