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“Somos uma empresa sólida e acreditamos na seriedade dos contratos e confiamos na justiça que vai decidir sobre o assunto”. A afirmação é do diretor presidente da Marquise Ambiental, Hugo Neri, que esteve na sessão da Câmara de Caucaia da última terça-feira quando foi sabatinado sobre a questão da limpeza pública. Segundo ele, a empresa tem restos a receber da administração passada e também da atual gestão e está tentando pela via judicial. São quatro processos movidos contra a Prefeitura.

Paralelamente, a empresa está se defendendo no processo movido pelo Ministério Público de Caucaia que questiona a Parceria Público Privada (PPP) assinada no apagar das luzes da administração passada – em dezembro – entre a Marquise e a Prefeitura de Caucaia. A PPP tem validade de 30 anos.

Para Hugo Neri, o lixo é um assunto polêmico, sensível e caro. Ele foi à Câmara para levar luz à questão, depois de muitas críticas e denúncias com respeito ao comportamento da empresa nos últimos anos “com muitas informações desencontradas”, disse.

Segundo ele, o caos que o município vivenciou nos últimos dois anos foi reflexo de uma decisão administrativa tomada pelo gestor público de reduzir o serviço de limpeza das ruas. A administração passada reduziu em 25% o gasto com o serviço e a empresa teve que se adequar. A meta de lixo contratada, segundo Hugo, era atingida em 20 dias. No restante dos dias, a coleta da cidade ficava descoberta provocando o acúmulo de lixo.

Hugo Neri esclareceu que a Marquise é uma empresa genuinamente cearense presente no mercado há 43 anos. Em Caucaia, por meio da Ecocaucaia, são 20 anos. Investe em vários negócios na área de saneamento ambiental, sendo a terceira maior do Brasil no segmento de limpeza pública presente em vários municípios e capitais do país.

Ao longo desses anos tem se modernizado com o objetivo de prestar serviço de qualidade visando o bem-estar dos usuários. O uso de tecnologia é um diferencial. Carros compactadores com sistema de GPS garantem segurança ao serviço. Em Caucaia gera em torno de 130 empregos diretos e 390 indiretos.

A coleta de lixo, segundo Hugo, é uma logística complexa que não envolve somente a coleta domiciliar, mas vai muito além com outras ações sanitárias. Ele disse que tentou convencer a administração passada sobre isso, mas não obteve sucesso. “Caucaia enfrentou o caos com muito lixo pelas ruas”, afirmou.

‘’Quando o prefeito Naumi assumiu, ele nos procurou e falou da sua ideia de limpar a cidade em 90 dias. Eu disse a ele que faria isso em 60 dias e fiz”. disse o dirigente da Marquise. Todos os bairros foram atendidos.
A dívida da atual gestão com a empresa gira em torno de 3,6 milhões, segundo Hugo Neri. A Prefeitura de Caucaia não se pronunciou sobre as declarações do representante da Marquise.