O MDB dá sinais claros de que está de olho na vaga de vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Um dos nomes mencionados nas articulações é o ministro dos Transportes, Renan Filho, que defende abertamente a ampliação da aliança governista em direção ao centro como estratégia para fortalecer o projeto de reeleição.
Renan Filho reconhece que uma eventual oferta da vice ao MDB pode facilitar a negociação para que o partido integre formalmente o palanque presidencial. Segundo ele, para vencer a eleição, o PT precisa construir uma frente mais ampla, capaz de ocupar o espaço do centro político e isolar o bolsonarismo na extrema direita.
Questionado sobre o apoio do MDB a Lula, o ministro afirmou que a definição ocorrerá apenas em convenção partidária, mas garantiu que a ala governista da legenda tem força interna para conduzir a decisão. Ele destacou que os resultados econômicos e sociais do atual governo são superiores aos de anos anteriores, o que fortalece a argumentação pró-aliança.
Sobre a possibilidade de a vaga de vice ser decisiva, Renan Filho, em entrevista ao Globo, indicou que a composição da chapa faz parte das negociações. Segundo ele, lideranças como o senador Eduardo Braga têm razão ao defender maior protagonismo para o MDB, que possui projetos políticos próprios. A definição dependerá da proposta para os próximos quatro anos, da linha econômica e da participação do partido no governo.
O ministro também comentou as declarações de Lula, que admitiu rever a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) na vice. Para Renan Filho, o presidente avalia qual composição amplia as chances de reeleição, ressaltando que Alckmin desempenhou papel importante na atual aliança.
Apesar de ter o nome citado como possível vice, Renan Filho reafirmou que é pré-candidato ao governo de Alagoas, embora admita participar das discussões sobre a formação da chapa presidencial.
