A decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de barrar a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da Minoria provocou reação imediata da oposição.
O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que recorrerá da decisão. “Vamos recorrer para que a Mesa Diretora se pronuncie oficialmente sobre esse impasse”, disse o parlamentar à coluna.
DIÁRIO OFICIAL
A medida foi oficializada nesta segunda-feira (23) em publicação no Diário Oficial da Câmara, que considerou inviável a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a função.
O documento alega “incompatibilidade do exercício da Liderança da Minoria” pelo fato de o deputado residir no exterior. Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro e não tem comparecido às sessões da Casa.
AUTORIZAÇÃO IMPOSSÍVEL
A decisão foi assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que declarou não temer retaliações do parlamentar, conhecido por articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao Congresso norte-americano.
“Tecnicamente, seria impossível autorizar, por causa do Regimento Interno da Câmara”, afirmou Motta.
A indicação de Eduardo Bolsonaro para substituir a deputada Caroline de Toni (PL-SC) foi vista como uma manobra da oposição para resguardar o mandato do deputado, evitando que ele fosse penalizado por excesso de faltas. O movimento, no entanto, encontrou resistência institucional e agora será alvo de recurso político e jurídico.
Com o veto, a liderança da Minoria permanece sob questionamentos, e o episódio expõe mais uma disputa entre a Mesa Diretora e a ala bolsonarista da Câmara. A decisão ainda pode gerar novos embates internos e acirrar a tensão entre governo e oposição.
