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O Governo Federal enfrenta mais uma dura cobrança sobre erros nas ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo revela, nesta terça-feira, que, ao longo de seis dias, o Ministério da Saúde, mesmo com estoques de milhões de doses de imunizantes, deixou de enviar vacinas para os estados e municípios.

A demora fez nove capitais (Belém, Rio, Salvador, João Pessoa, Campo Grande, Florianópolis, Maceió, Natal e Vitória) suspenderem a aplicação da primeira dose da vacina. A cidade de Fortaleza não foi atingida não interrompeu o calendário de imunização, mas, se tivessem sido encaminhadas remessas para o Estado do Ceará, mais pessoas teriam recebido a primeira ou segunda dose de uma das vacinas contra a Covid-19.

De acordo com a reportagem, entre segunda-feira da semana passada e o dia de ontem, ou seja, no intervalo de oito dias, o Ministério da Saúde recebeu 16 milhões de doses de vacinas, mas não as repassou aos estados e aos municípios, como mostram informes técnicos disponíveis no site do próprio Ministério da Saúde. Com redação do cearaagora, para o jornal alerta geral, Carlos Silva

Os cálculos sobre o quantitativo disponível “estocado” foi feito pela plataforma apolinar.io/vacinas, mantida pelo desenvolvedor Apolinário Passos com base em informações do ministério. Segundo os dados coletados pela plataforma, foram entregues na semana passada ao governo federal 6,2 milhões de doses da Pfizer, 4,8 milhões de unidades do imunizante de Oxford/AstraZeneca e 3,5 milhões de Coronavac. Outras 1,5 milhão de doses da vacina do Butantan foram liberadas hoje.

O levantamento mostra, ainda, que nenhuma dessas vacinas, no entanto, havia sido distribuída até a manhã dessa segunda, quando várias capitais optaram pela suspensão. Com as cobranças, o Ministério da Saúde passou a enviar, na tarde dessa segunda-feira, imunizantes para os estados e municípios. Antes da nova remessa, a última entrega de vacinas feitas pelo Ministério da Saúde havia ocorrido na terça-feira passada, dia 20, e com doses que já tinham sido entregues na semana anterior.

O OUTRO LADO


Uma nota do Ministério da Saúde, com informações publicadas na reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, destaca que, após a entrega dos imunizantes pelos laboratórios, ‘’as vacinas passam por um controle de qualidade rigoroso, contagem e rotulagem no Centro de Distribuição Logístico, em Guarulhos (SP)”.

Segundo, ainda, a nota, após dessa etapa ‘’os imunizantes são liberados para distribuição, os planos de voos são definidos e os lotes chegam aos estados em até 48 horas, em uma operação logística complexa e realizada em tempo recorde”. O Ministério da Saúde não explicou as razões da demora atípica na entrega das vacinas que estavam em estoque e destacou, na nota, que 164,4 milhões de doses já foram distribuídas, desde o início da imunização, para os estados e os municípios.

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