Transferido da sede da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário da Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a dispor de mais espaço e maior liberdade para receber visitas, manter interlocução política e participar diretamente das articulações em torno da formação de uma chapa da direita para a eleição presidencial de 2026.
Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro vem recebendo lideranças partidárias e aliados estratégicos, transformando a prisão em um ponto de articulação política.
VISITAS
Nesta semana, está prevista a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já anunciou que disputará a reeleição ao governo paulista e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual candidatura à Presidência da República.
A força política do ex-presidente se reflete nos números da mais recente pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta semana. O levantamento mostra Flávio Bolsonaro com 35% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48,8%.
O desempenho do senador é atribuído, sobretudo, ao peso eleitoral do sobrenome Bolsonaro e à influência direta do pai nas articulações do campo conservador.
Apesar do apoio já manifestado, o futuro político de Tarcísio de Freitas ainda depende de uma decisão formal. O governador tem até o dia 4 de março, prazo final de desincompatibilização, para definir se permanecerá no cargo ou se entrará na disputa presidencial.
Caso opte por seguir no Palácio dos Bandeirantes, a tendência é que se consolide o nome de Flávio Bolsonaro como candidato do PL ao Palácio do Planalto, com o respaldo do ex-presidente e de partidos da direita.
