Em meio ao acirrado debate nacional sobre a violência e a segurança pública, o cenário político de 2026 já começa a ganhar contornos antecipados. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, divulgou nesta quinta-feira (30) uma nota oficial em defesa da megaoperação policial no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história da cidade, com mais de 100 mortos.
O manifesto, intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, faz duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à administração do PT.
O texto cita o nome de Lula oito vezes e o inclui no chamado “trio da destruição”, ao lado dos presidentes Gustavo Petro (Colômbia) e Nicolás Maduro (Venezuela), acusando-os de “atuar incansavelmente para favorecer os traficantes”.
DEFESA DOS POLICIAIS
A nota também rebate a imprensa e defende a ação das forças de segurança, afirmando que os “narcoterroristas mortos não eram vítimas, mas algozes”, em referência à declaração de Lula de que “traficantes também são vítimas dos usuários” — fala que provocou ampla repercussão e levou a Secretaria de Comunicação (Secom) a divulgar um esclarecimento, reafirmando que o governo “não tolera o tráfico”.
Em tom de confronto político, o texto do PL Mulher sustenta que “os criminosos colheram o que plantaram: violência, destruição e morte”, ressaltando que enfrentaram a polícia “com bombas, drones e armamento pesado”, mas foram derrotados porque “o bem sempre prevalecerá”.
APELO EMOCIONAL
A mensagem também traz um apelo emocional, mencionando as mães de traficantes e vítimas da violência: “Nenhuma mãe gera um filho para o crime ou sonha com esse destino. Essas mães também sofrem pelas decisões de seus filhos e pelos governantes que, direta ou indiretamente, incentivam o crime em vez de combatê-lo.”
A nota encerra pedindo orações pelo governo do Rio de Janeiro, pelos policiais e pelos moradores das comunidades dominadas pelo crime organizado, além de um clamor “por todos que defendem os cidadãos de bem”.
Com o tom firme e as críticas direcionadas ao governo federal, a manifestação de Michelle Bolsonaro reforça o reposicionamento político do PL e antecipa o clima de disputa eleitoral que deve marcar 2026, com segurança pública no centro do debate nacional.
