O Ministério da Saúde pretende ampliar o acesso de mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre, já distribuído nas maternidades e hospitais do Brasil. A meta é atender 10% das mulheres em idade fértil até 2020. Atualmente, essa cobertura é de 1,9%.

O presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rogério Bonassi Machado, acredita que a falta de acesso e mitos sobre o método são alguns dos motivos para a baixa adesão.

“Há mulheres que perguntam se o DIU é abortivo e se provoca câncer ou infertilidade. Falta informação correta”, avaliou. Embora considere positiva a iniciativa do governo federal, ele faz um alerta: “Mulheres que sangram muito ou têm cólicas devem optar por outros métodos. Quem tem miomas grandes e tumores no útero não deve usá-lo.”

O DIU de cobre custa, em média, R$ 120, sem a colocação. No mercado também há o DIU hormonal, que é conhecido como SIU, e já é fornecido pelos convênios médicos. Mas o custo é mais alto: em média, R$ 800, só o aparelho.

VIDA SEXUAL

Uma pesquisa da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) revelou que 53% das mulheres iniciaram sua vida sexual entre 16 e 18 anos. Feito em parceria com a Bayer, o estudo entrevistou 2 mil mulheres acima dos 14 anos em quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

Para 62% das entrevistadas, o tema “virgindade” não é mais um tabu. O sexo representa um prazer pessoal para 51% das jovens. Em relação ao sexo sem compromisso, 32% estão abertas à prática e 26% jamais fariam. Segundo o estudo da EPM-Unifesp, 60% delas ainda têm vergonha de falar sobre sexo e contracepção. O principal motivo apontado para o constrangimento é por consideraram um assunto “muito íntimo” (44%).

Três em cada dez jovens afirmaram já ter tido uma conversa positiva sobre sexualidade com os pais ou responsáveis. Os números indicam ainda que 77% das mulheres têm o hábito de ir ao ginecologista. Entre os métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres, estão praticamente empatadas a camisinha (35%) e a pílula anticoncepcional (34%). Já 13% das entrevistadas declararam optar pelos contraceptivos de longa duração, como o dispositivo intrauterino (DIU) e o implante.