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O assunto de hoje é um pouco diferente. Resolvi trazer um tema mais polêmico, que antes era criticado, mas que hoje ajuda a superar as dificuldades do isolamento social. Afinal: as redes sociais te ajudam ou atrapalham?

O sociólogo Bauman chama de “modernidade líquida” a forma como as relações se transformaram a longo dos tempo. Vamos pensar de uma forma simples: a internet chegou, aproximou as pessoas, mas ao mesmo tempo, distanciou aquelas que estão mais próximas.

Calma, pode parecer confuso, mas pensem comigo: com as redes sociais a Ana, que está na Europa, e o Gabriel, que está no Brasil, começaram a se falar com mais frequência e se ver por vídeo chamada. Eles não passam um dia sem se falar. Já a Maria e a Neide, que são irmãs e moram juntas, mal se falam (e olha que os quartos sãos vizinhos).

Bauman defende que as redes sociais e a internet serviram de instrumento para a intensificar o amor líquido, ou seja, a relação pseudoamorosa da modernidade líquida. Nesse conceito, tudo é efêmero, tudo passa e o mais difícil é construir relações sólidas.

Parafraseando Bauman, “as pessoas estão cada vez mais frias e os sentimentos artificiais”.

Eu posso me apaixonar por uma pessoa que vi no meu Instagram, marcar um encontro, posso ficar com ela algumas vezes e depois posso descartar essa pessoa como uma embalagem de papel. É esse tipo de facilidade que as redes sociais nos proporcionam que não são saudáveis.

É realmente um assunto pelo qual podemos passar horas e horas dialogando e apresentando pontos positivos e negativos. Espero que nesse tempo possamos refletir sobre o que realmente vale a pena. A graça da vida é justamente extrair os benefícios que a tecnologia e a internet podem nos proporcionar.

Demonstrar quem somos e o que sentimos vai nos fazer estreitar laços e conquistar mais pessoas ao nosso lado. Como diria Sandy e Júnior na canção “Super-Herói”, se eu quiser chorar, não ter que fingir, sei que posso errar e é humano se ferir.

Sentir é ser humano e ser humano é saber ter sensibilidade para viver e para entender o próximo.

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